28 de maio de 2005

Educação Financeira

Não podia estar mais de acordo com o tema dessa entrada de Maria Manuel Leitão Marques no "Causa Nossa". Na verdade, os portugueses há muito que perderam o respeito pelo dinheiro. Os funcionários desperdiçam o dinheiro dos contribuintes, os empregados desperdiçam o dos patrões, os filhos "estrafegam" o dos Pais, os Pais esbanjam o fruto do seu próprio trabalho.
Como empresário passei por uma situação, há cerca de 2 anos, que me ficou marcada para o resto da vida.
Adquiri uma empresa em dificuldades com 17 empregados em risco de perderem o seu posto de trabalho. Injectei, com mais dois sócios, algum capital e pedi sacrifícios aos trabalhadores para salvar o seu próprio emprego e logo o único garante das suas respectivas economias familiares.
A falta de respeito pelo dinheiro levou esse grupo de trabalhadores a não fazerem o mínimo de esforço, os consumos de combustíveis, papel, telefones, sobressalentes, reparações aumentaram. O absentismo disparou a produtividade ainda baixou mais. Afinal, cuidavam eles, o dinheiro era dos donos da empresa, tinham agora, julgavam eles, patrões ricos e podiam "estarraçar" à vontade.
Mentira, o meu dinheiro, naquele caso, era o seguro financeiro deles, desperdiçaram-no. Um ano mais tarde tive que dissolver a empresa perdi cerca de 150.000 Euros e eles foram todos para o desemprego. Tudo por falta de respeito pelo dinheiro e falta de sentido de responsabilidade. O País precisa, urgentemente, de ganhar respeito pelo dinheiro e pelo trabalho. Custa-me dizer isso mas talvez a subida da taxa de desemprego para os níveis que está a atingir possa contribuir para a melhoria dessa situação. Pois como diz o Povo, ao qual me orgulho de pertencer, "a fome aguça o engenho".

27 de maio de 2005

Golfinho Vermelho

Confesso que não estava à espera que este projecto "bloguistico" fosse para além da data das eleições no Santa Clara. A enorme vitória da lista presidida pelo Paulino Pavão e liderada pelo Luciano Melo teve o efeito de lhe calar o "bico" por uns dias. Mas ele voltou e passado um ano aqui está sempre a trazer as boas e as más notícias do meu, nosso Santa Clara.
Bem haja o Jorge Gomes. Parabéns.

As mules

Há mules para todos os gostos, azuis vermelhas, com flores e com brilhantes. Há mules de marca, sem marca, mas são todas mules. As mules são uma espécie de calçado de trazer por casa, são uma evolução da vulgaríssima chinela ou da "selipa". São uma moda ao correr dos tempos. A mulher moderna deixou de andar na cozinha e de um lado para o outro a fazer as tarefas da casa, mas não deixou de usar chinelas.

24 de maio de 2005

Acabei de ouvir...

... retrospectivamente o Senhor Primeiro-ministro. E Portugal vai de trapalhão em trapalhão, de trapalhada em trapalhada, cantando e rindo, rezando à Senhora de Fátima, gritando vivas à selecção e ao benfica e alegremente empobrecendo.
Já se sabe que, como diz o Pedro Arruda,"mereciamos politicos melhores".

Atrevam-se


Papá eu sei que estás falido mas se te atreves a tocar na minha mesada saio de casa.Pronto.

Porque Hoje é Terça-feira...

...já sabe que mais logo pode ver na RTP-A pelas 21h30m ou em http://www.acores.net/rtp/, mais uma edição do "Choque de Gerações", hoje discutimos e fazemos o balanço dos primeiros 2,5 meses da acção governativa do executivo liderado por José Sócrates e ainda as novas ameaças à paz mundial nomeadamente as vindas do Extremo Oriente. Joel Neto conduz a conversa entre Miguel Monjardino, Pedro de Mendoza e Arruda e este vosso servo.

23 de maio de 2005

Melancómico

Ele é, além de um pensador açoriano, da nova geração de açorianos e amigos dos açores, um dos melhores cronistas contemporâneos. A sua faceta de criador de textos de humor é, talvez, a menos conhecida. Tem um problema com as opções sexuais dos amigos, mas disso falará ele. Melancómico é a sua mais recente criação bloguistica e é um dos melhores blogues de humor que andam por aí.

22 de maio de 2005

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!
SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!

Mau exemplo...

... muito mau exemplo

21 de maio de 2005

Mais uma vez...

... os Jornais do continente não chegaram a São Miguel hoje. É inadmissível que em pleno século XXI, com um acréscimo de voos significativo , essas coisas estejam a acontecer.Com a agravante deste serviço, num passado ainda recente, ter funcionado muito bem. Não sei se a culpa é da Lider Press se da SATA se da TAP ou se são os frutos do monopólio encapotado. Só sei que já fui três vezes às tabacarias em busca dos Jornais e nada!

20 de maio de 2005

CIAU!

O ToZé do :Ilhas disse-me um dia: "vamos fartar-nos uns dos outros muito rapidamente". Ele sabia de que falava. Da minha parte não estou nem farto nem desiludido, vou a caminho de dois anos de blogue e parece que foi ontem.
Resta-me lamentar a sua decisão de dizer "Ciau" à blogosfera e pedir-lhe as minhas mais sinceras desculpas se alguma vez o ofendi. Fica por aí, fica bem ToZé.

19 de maio de 2005

Já agora...

... o que fará Vital Moreira sem ser blogar?

100% de acordo

Boa ideia
É boa a ideia ontem defendida por João Cravinho no "prós e contras" da RTP, no sentido de que o Governo do PS deveria fazer acompanhar as medidas de rigor financeiro que aí vêm com uma forte iniciativa política na luta contra a corrupção e pela moralização da vida pública. De facto, não se podem pedir sacrifícios a toda a gente e depois consentir a continuação da situação de impunidade da corrupção e da improbidade política e administrativa que grassam em muitas esferas da nossa vida pública.

Vital Moreira no Causa Nossa

18 de maio de 2005

Já agora...

..."um em cada 3 portugueses sofre de perturbações mentais"
António Sampaio, psiquiatra, RTP1, citado pela revista Sábado.

O que pode um Bolgger querer mais?

Um supostamente ilustre advogado da nossa praça, terá ficado ofendido com o Foguetabraze por este lhe ter chamado "oligoasno" num comment de um post do blogue :Ilhas.
O fascista terá mesmo dito que iria processar o blogger. Que mais pode querer um blogger? Ser processado por ter atribuído a um supostamente conceituado causídico um epíteto híbrido.
Arre burra pró caminho!

Operação Agente Dourado

Um exclusivo a um canal de televisão dado por um agente da justiça sobre um caso em segrego ou em investigação pode valer tanto como um penalty, ou seja uma ida às putas.

17 de maio de 2005

..e por falar em comendas

In-Jornal Correio dos Açores em 2002.05.23


Foge Cão...

O Partido Socialista apresentou, através do seu Grupo Parlamentar, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, uma proposta que visa a criação de Insígnias Honorificas, vulgarmente conhecidas por medalhas, comendas, louvores e outras designações que o comum cidadão usa.

Está agora aberto o caminho para a criação de meia dúzia de "Zés das medalhas", nesta Região Atlântica.

Quando não há ideias para legislar, mesmo que pequenas coisas, mesmo que pequenas propostas de resolução, mesmo que pequenos assuntos que dizem respeito a muita gente como foi o caso da desratização, há que arranjar motivos folclóricos para o povo ver. É a velha história do Pão e Circo e o Povo vai nisso, alegre, cantando e rindo com o bolso cheio de ilusões e fantasias, as mãos carregando sacos plásticos do hipermercados e histórias feitas de gente feliz chorando podriz.

Numa sociedade mediatizada como a que vivemos hoje, facilmente se criam heróis e mitos, com a mesma facilidade com que não se fala de grandes beneméritos anónimos e pessoas que passam a vida a ajudar os outros sem nada em troca esperarem. Estes últimos são sem dúvida os grandes construtores da autonomia, mais não seja porque são os verdadeiros construtores de uns Açores melhores, mais solidários, mais ricos, com mais emprego e com mais tolerância.

Criar insígnias para agraciar detentores ou ex-detentores de cargos nos órgãos de Governo próprio da Região é, no mínimo, escandaloso. Afinal, a política não é um serviço público? Afinal a política não é uma actividade nobre? Afinal a política não é feita com voluntarismo e por voluntários? Afinal os funcionários públicos não são promovidos nas suas carreiras profissionais pelo mérito no desempenho das suas funções? Afinal as insígnias nacionais não são suficientes? Ou o que está em questão é agraciar aqueles que sem obras valorosas não têm unhas para chegar à conquista das insígnias nacionais?

Nos fundamentos da Proposta do Grupo Parlamentar do P.S. são apresentadas medidas e preocupações no sentido de se evitar a "vulgarização social deste tipo de condecorações". Mas então quem vai ser agraciado com as insígnias Regionais? Se não é para vulgarizar, é para agraciar aqueles que já foram condecorados pelo Senhor Presidente da Republica, ou seja vai a Região condecorar os condecorados? Isto é "Chover no Molhado".

Perdoem-me alguns que, de facto, merecem as insígnias que receberam ou até mais como são os casos do decano dos autarcas Portugueses Sr. João Carlos Macedo ou do Eng. Jaime Sousa Lima, outros houve que apenas souberam multiplicar aquilo que já encontraram e que foram agraciados com insígnias semelhantes.
É caso para dizer uma frase que se dizia em pleno Liberalismo quando os títulos nobiliárquicos eram distribuídos ao mais pequeno gesto de simpatia para com a realeza. "Foge cão que te fazem barão. Para onde se me fazem visconde?"

Será verdade...

...que Mota Amaral soube pelos Jornais que iria receber uma comenda Regional imposta pelo Presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César?

Porque hoje é Terça-feira...

... vai para o ar pelas 21h30m na nossa RTP-Açores e que também pode ser visto via internet bastando, para tal, clicar aqui, o vigésimo sexto programa desta 1ª série do "Choque de Gerações". Esta semana, apresentado, como sempre, por Joel Neto, Maria Graça da Silveira, Nuno Costa Santos e eu próprio, discutimos os novos desafios do comércio tradicional nas cidades açorianas e a problemática da legalização da eutanásia. Não percam mais logo e não se esqueçam de comentar aqui no vosso Foguetabraze.

16 de maio de 2005

Outra vez a tanga

Ao confirmarem-se as previsões do Governador do Banco de Portugal sobre a situação financeira do País, ficamos à espera que o Sr. Ministro das Finanças, entre duas visitas a Bruxelas, nos apresente as medidas extraordinárias que pretende tomar para contrariar a tendência "derrapante" que herdamos do "Pântano Guterrista".
Não olvidemos que parte da situação se deve ao presente orçamento da responsabilidade do governo (governo é obviamente um eufemismo)de Pedro Santana Lopes e do Ministro das Finanças Bagão Felix, mas também não esqueçamos que esse mesmo orçamento foi tacitamente aprovado por Sua Excelência o Presidente da República e aceite por este Governo.
E depois só falta idolatrarem o Professoar de Boliqueime que todos ajudaram a "fugir" do Governo em 1993. O Meu voto ele não leva, eu sou de boa memória.

14 de maio de 2005

Uma entrada rápida...

...no blogger via GPRS só para dizer aqui do Vale das Furnas.
SLB,SLB, GLORIOSO, SLB.

13 de maio de 2005

Estou a tentar descobrir

... a diferença entre a Açorianidade e a "Açorianite", mas como a minha mãe é Angolana, não sei se penso Açoriano ou se penso os Açores.

12 de maio de 2005

Fico pior do que uma barata...

... quando um tipo me diz obrigada em vez de obrigado.
Fico ainda pior quando me dizem obrigadinha.

11 de maio de 2005

Condutor típico

Porque será que sempre que vai um "bronco" à minha frente a fazer "alfaces", tem sempre qualquer coisinha pendurada no espelho retrovisor.

10 de maio de 2005

Terça-feira

Já sabe hoje há Choque de Gerações na RTP-Açores. Pelas 21h30m, hora dos Açores, ou a qualquer hora e lugar do Mundo através da internet, basta clicar aqui. Não sei os temas nem me recordo quem são os comentadores, não sei nada mas sei que vale a pena ver e comentar aqui no seu Foguetabraze.

9 de maio de 2005

Factos 3


Porque o número 4 da revista factos já está nas bancas, aqui fica para quem não comprou a revista, o texto publicado no seu número 3.

Do culto religioso à resignação
Ou razões para o empobrecimento


Esta crónica será publicada numa altura em que os Açorianos, de todo o mundo, mas em especial os Micaelenses estarão envolvidos até ao mais recôndito espaço das suas entranhas, nas festividades em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Sei que não é politicamente correcto entrar nas convicções religiosas de cada um, mas também não é católico os senhores da Igreja entrarem no campo da política. A promiscuidade entre a politica e a Igreja foi uma constante ao longo dos tempos, a fé pouco conta quando se trata de politica ou quando o que está em causa é a barriguinha a dar horas. Mesmo os agentes religiosos tratam primeiro o seu corpo e só depois o espírito.
Sei que poucos irão gostar deste meu texto, toca em demasiadas feridas, mas isso é o que eu sei fazer, tocar onde arde, onde dói, para ver se a sociedade Açoriana trata estas feridas de longa duração que teimam em perdurar com a passagem dos tempos. Apetece-me gritar: Porra! Estamos no Século XXI!
O leilão para os lados do campo começa na segunda-feira imediatamente depois da Páscoa e só pára na semana seguinte ao Domingo do Senhor. À cidade chegam forasteiros de toda a parte. Elas vestem as primeiras roupas claras e leves anunciando a proximidade do verão. Eles, vestem fatos novos, com gravatas floridas, tudo vindo nos barris da América ou comprado nas promoções permanentes que Ponta Delgada vive desde que se instalou uma duradoira crise no comércio tradicional.
É tempo de consumo e de fé. Fé mas pouca que esta coisa do consumo dá muito mais gozo do que ir à missa. E depois um gajo até tem boa memória, e já vai à missa há mais de 30 anos, e de tanto ouvir a mesma "lenga-lenga" já sabe aquela "coisada" toda de trás para frente e de frente para trás.
Esta Região de fés exacerbadas, e romarias e procissões, pobre e carente, pouco produtiva e letárgica, deve, bastante, desse seu subdesenvolvimento ao excesso de religiosidade. Felizmente já vai havendo algum pragmatismo e algum agnosticismo por estas paragens e esse estado de espírito vai, também, dando os seus frutos. O desenvolvimento está à vista embora ainda haja quem confunda esse tal desenvolvimento com obras públicas e quem ache que empregadas camareiras de hotéis para nórdicos remediados trarão riqueza ao nosso Povo.
Felizmente o agnosticismo e o pragmatismo estão a tomar o lugar, pouco a pouco, daquela atitude tipicamente ilhoa do "seja o que Deus quiser".
Pergunta uma técnica de acção social a uma mãe carenciada mas com numerosa família: Porque razão a Senhora tem tantos filhos e está outra vez grávida se já não tem meio de sustentar a família que já tinha?
Foi Deus que quis assim ? Diz, resignada, a mulher de trinta anos, com ar de quem já passou dos cinquenta, apontando para a barriga que carrega o seu décimo filho e louvando a Deus que lhe deu mais este.
Se é bem verdade o ditado popular que diz "antes mais um do que menos um", também é verdade que o Deus que lhe pôs na barriga aquela décima criatura não tratará do seu sustento nem dos seus nove irmãos, não tratará de pagar nem a conta da farmácia nem a conta da mercearia. Esse Deus que levamos aos ombros a vida toda acaba por ser ingrato com quem, tão cegamente, o louva e acredita.
In revista Factos nº 3 Abril 2005

8 de maio de 2005

Ao calor da lareira

Chuva vento e frio, condicionaram o fim de semana. Passado no Vale das Furnas, também conhecido como "o penico da Ilha" foi um fim de semana diferente. Sem Internet de banda larga, com o recurso apenas ao GPRS que é desesperante, tive por companhia os meus velhos discos de vinil e a minha adorável lareira. Para além da minha familia. Claro!

6 de maio de 2005

À mulher de César...

O Grupo SATA pôs a concurso a concepção e construção do seu edifício sede. Na corrida estão dois projectos e dois grupos económicos. Um desses grupos é muito próximo do PS e consta que atravessa grandes dificuldades financeiras. O seu presidente dizia na noite eleitoral de 13 de Outubro de 1996 alto e a bom som para toda a gente ouvir "agora é que vai ser consolar a ganhar dinheiro". Muito embora o seu projecto seja bastante inferior em termos de qualidade e nem cumpra o caderno de encargos, tem melhor preço, o que não quer dizer que, relativamente à qualidade do projecto e à localização seja mais barato. Custar menos dinheiro não quer dizer mais barato. Mais estranho foi ter hoje visto o Presidente do grupo Sata a passear de automóvel com o presidente desse tal grupo da construção civil. À mulher de César não basta ser séria tem que parecê-lo.

5 de maio de 2005

Factos nº 4

Já está nas bancas o nº 4 da revista Factos. Não sei bem se pelos laços de amizade que se fortalecerem com o seu director se por outra qualquer empatia, tenho com esta publicação uma relação especial. Na verdade, espero ansiosamente a saída dos seus números. Garanto que não é para me ler, isso posso fazer quase todos os dias em diversos sítios.
Este mês a Factos traz-nos uma reportagem sobre o Jogo. Os milhões (1014 milhões de euros em 2004) que os Portugueses gastam nos Jogos da Santa Casa, a relação que temos com a sorte e o azar. Os Açorianos contribuíram para os cofres da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no ano de 2004 com cerca de 11 milhões de euros, aproximadamente 5% do orçamento regional, quase tanto como a receita da Região em sede de IRS. São realidades e números que nos deixam perguntas no ar. Será que um casino é, do ponto de vista social, uma boa aposta para o desenvolvimento dos Açores? Será o Jogo legal uma forma de combater o jogo ilegal (bicho. tômbolas, bingos etc.) que por aí anda há anos?

Até que enfim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A "javardice" das festas está a chegar ao fim e com ele a paz e o sossego voltam ao meu local de trabalho. Mais tarde virá o grande "churrascão" da "Sóra" Berta que, por ser ano de eleições, deverá ser muito mais porco e mais barulhento do que costuma ser. Enfim, daqui até Setembro não há sossego nesta zona da Cidade de Ponta Delgada. É levar com paciência, vidros duplos e ar condicionado.

3 de maio de 2005

Choque de Gerações



Programa nº 24, Emissão: 03.05.
(21h30m na RTP-Açores)

Temas:
1) a limitação de mandatos proposta por José Sócrates para primeiro-ministro, presidentes dos governos regionais e autarcas;
2) eleições autárquicas.

Comentários: Francisco José Viegas, Pedro de Mendoza y Arruda e Pedro Mexia.

Descoberta: Francisco José Viegas.

Reportagem: Nuno Costa Neves.

Crónicas: Alexandre Borges (Amor de Estimação) e Luís Filipe Borges (Ódio de Estimação).

Um verdadeiro "generation gap"

Eu sou da geração Joe Jackson mais do que da geração Jack Johnson. Ouvir hoje, Look Sharp ou Fool in Love é relembrar como era capaz de pular, saltar, gritar e curtir o som e as letras. Hoje, seguindo o conselho do André Bradford, ouço mais Jack Johnson In Between Dreams.


Contudo, Aproveitei o meu fim-de-semana nas Furnas, onde tenho todos os meus velhos discos de vinil, para reouvir Joe Jackson, The J. Geil Band, Men at Work, Duffo, América, Lou Reed, Taxi (Cairo é um álbum fantástico), Creedence Clearwater Revival e tantos e tantos outros. Como no próximo weekend voltarei ao vale Formoso, aqui deixarei mais recordações.

1 de maio de 2005

30 de abril de 2005

Cavaleiro Andante

Eu gostei do Cavaleiro Andante. Um novo blogue sustentado com textos e fotografias do André Bradford, do Francisco Botelho e do Mário Roberto. Gostei porque estes são três dos melhores escritores da Blogosfera. Sim da Blogosfera em geral escrita em Português, não apenas da Açoriana.
Gostei do Template, não gostei do relógio e não gostei do facto de não ter links para outros blogues. Parece-me importante a questão dos links, mais não seja como forma de divulgar estes espaços de debate e de opinião, do pensar contemporâneo e que vão senda cada vez mais e melhores entre nós. Boa sorte para vocês. Vou ficar atento.

Coisas que só eu vejo

Vão longe os anos em que me passeava pelo arraial do Senhor Santo Cristo, pela Avenida, pelo Campo, pelos Retiros Académicos. Há muitos anos que escolho sair da Ilha nesta altura, este ano porém, não foi possível, refugiei-me no edílico Vale da Furnas, onde vivi nos meus primeiros anos de casado.
Da infância recordo o ?Cantinho Vicentino?. Era ali na Avenida Conselheiro Luís Bettencourt, onde hoje está o horripilante edifício Costa Dias. (assunto tratado pelo Dr. Carlos Falcão no Indispensáveis)
Recordo as carrocinhas de madeira atreladas a um cavalo com uma roda. Hoje vi um ancião a vender dessas carrocinhas, numa banca a monte e a competir com as inúmeras bugigangas made in China que os Ciganos vendem nas sofisticadas barracas, globalizadas, mesmo ali ao lado.
Recordo os novelos de algodão doce, também conhecidas por Rocas de Açúcar.
Hoje ela estava ali, no mesmo sítio de sempre, frente às escadas que dão acesso ao lado sul do Campo de São Francisco. A inquilina da barraca ainda é a mesma. Era linda, de cabelos longos negros e escorridos, com um busto bem fornecido e firme, parecia uma Princesa Charazade de carne e osso, olhos negros , grandes e brilhantes de tanta esperança no futuro prometido pelo seu Príncipe encantado. Ele era o Nez Perces em pessoa, seco de carnes, cabelo igualmente negro e escorrido, grande como um tronco de árvore e parecendo ser forte como um toiro bravo. Sem sorrisos, na barraca ao lado da dela, vendia pipocas (freiras), simples com sal ou vermelhas com açúcar, era o seu Príncipe das mil e uma noites.
Eles ainda lá estão, vão de festa em festa, de vila em vila de terra em terra e tudo começa com o Senhor Santo Cristo dos Milagres e vai acabar não sei onde e quando lá para o Outono. Estão Velhos a beleza escultural dela deu lugar a um monte de banhas desmazeladas, os cabelos frisaram e esbranquiçaram, deixou de ser a minha Charazade, os seus olhos já não brilham, estão agora baços e fixados num horizonte distante. Ele está grizalho e igualmente desmazeladamente farto de sebos.
Igual mesmo está apenas a sua barraca de vender "Rocas da sucar" uma preciosidade digna de um Portugal no seu melhor.

28 de abril de 2005

Cortejo de vaidades

Estou grande parte do meu tempo no escritório, no Campo de São Francisco. Da minha janela vejo o Campo, a Igreja de São José e a do Santo Cristo, o Santuário da Esperança. Nestes dias que antecedem a festa em honra do Senhor, vejo centenas de pessoas numa azáfama "formiguenta", dum lado para o outro, acartando, pregando, colando, atarraxando, cuspindo para o chão e até mijando contra a parece que serviu de pano de fundo ao suicídio do grande, do verdadeiramente Santo, Antero.
Nestes dias vejo gente, supostamente de bem (serão de bem longe) gente fina (de canelas e pulsos) numa roda-viva de entrar e sair para assegurar um lugarzinho mais aqui ou mais ali no cortejo das vaidades. São todos muito crentes! Porque razão só os vejo nesta zona da cidade nesta altura do ano? No resto do ano são descrentes?
Pois como diria a minha amiga Juvenália, é "cagança" senhor, "cagança".

25 de abril de 2005

25 de Abril

25 de Abril de mil novecentos e sempre
O 25 de abril diz-me muito mais hoje do que quando tinha catorze anos, estávamos num intervalo das aulas no Externato de Vila Franca e o Mário Fernando Brandão, mais velho do que eu dois ou três anos, veio a correr e a gritar que o Marcelo Caetano tinha sido afastado do poder. Eu não tive naquela altura a noção precisa do que estava a acontecer, nem nos dias seguintes. E nos meses que se seguiram irritavam-me as manifestações populares, o bulício. Disposição que não melhorou em 1975, 1976 quando qualquer coisa continuava a ser pretexto para um comício. Eu odiava comícios, quase tanto como odeio hoje o alarido à volta do futebol. Então porque raio é que eu tenho de achar que os putos de hoje têm de saber alguma coisa sobre a revolução dos cravos? Que já aconteceu há 31 anos? Eles já nasceram em democracia. Mas quando falo com alguém sobre o 25 de Abril, vem logo, ligeira, a remocada: os putos não sabem nada sobre o 25 de Abril, nem querem saber?.Claro que não querem saber. Para que é que querem saber que um punhado de militares levou a cabo um golpe de estado. Capitães de Abril da Maria Medeiros? ?Nunca vi. Ah, já sei. Aquela cena de guerra com uns tanques em Lisboa que a gaja mete um cravo na G3 dum soldado?? Pronto, é suficiente. Não será. Mas a eles basta-lhes saber o essencial. Que foi preciso o esforço e o sacrifício dum grupo de homens e mulheres para que hoje vivam em liberdade. Não têm de saber de que cor era a gravata preferida do Otelo Saraiva de Carvalho. Nem de que marca eram os tanques comandados por Salgueiro Maia. E que Marcelo Caetano tinha uma verruga no dedo grande da mão esquerda com a qual brincava quando estava nervoso.Por essas e por outras é que me odeio. Por achar que até sou um tipo culto que sabe coisas que pouca gente sabe. É mentira. Estou solidário com os rapazes e raparigas que têm dezoito anos. Eles têm é de saber coisas do seu tempo. Por exemplo com quantas carlsberg se pode atingir um estado de embriaguez absoluto.Isso sim, são conhecimentos práticos e úteis. O que eles têm de saber é que para se atingir algo de consistente é preciso trabalhar para isso. Tenho um filho com dezoito anos a quem tento fazer perceber essa evidência. Ele parece não compreender. Mas tenho a certeza que compreende. E que há-de fazer uso dessa compreensão a seu tempo.Entrevistei Gabriela Ataíde Mota que foi casada com Ernesto Melo Antunes, considerado o ideólogo da revolução de Abril. Uma senhora duma simplicidade desarmante que me manifestou a sua desilusão porque os jovens de hoje não sabem do que se passou. E garantiu-me que os militares eram pessoas generosas com uma vontade imensa de mudar as coisas.Acredito. E para mim, a melhor homenagem que podemos prestar a esses militares é que não se deve deixar esquecer que foi preciso uma revolução para mudar o estado das coisas. E que devemos fazer pequenas revoluções quer na nossa vida pessoal, quer na nossa vida enquanto membros duma comunidade. A revolução de Abril deveria servir para não nos esquecermos da urgência constante de revolucionar.
MR
Terça-Feira, dia 19 de Abril de 2005
in Digital Azores e Entramula

23 de abril de 2005

Bárbaro iletrado

"Não sabia que gostavas de literatura! É mais uma das tuas facetas que eu não conhecia!" Disse-me ela com um ar reprovador como naquele dia em que o pescador disse ao a um certo filósofo que sabia que ele era paneleiro mas que não sabia era que o tipo era escritor, essa coisa abjecta.
É verdade, nunca me senti tão mal, ela achava estranhando encontrar-me no lançamento de um livro. E eu também achei estranho. Eu sempre fui homem de poucos pudores. Falo dos meus sapatos, dos meus defeitos, dos defeitos dos outros dos romances, das aventuras, mas raramente, muito raramente, falo dos meus livros. Mostro a minha casa, abro a porta a todos sem me arrepender, mas nunca lhes mostro os meus livros. Os meus livros são meus e guardo-os só para mim. Ela achou que eu não gostava de livros.
Será porque não vou a lançamentos? Então também não gosto de artes plásticas ou de teatro. Não gosto de música, nem de cinema. Não vou a estreias ou a inaugurações de exposições. Os meus gostos culturais não são de ordem sócio-estética, não são para aparecer na revista cor-de-rosa da semana seguinte. Para isso, eu prefiro que ela continue a pensar que eu sou um bárbaro iletrado.

22 de abril de 2005

Ponto final

Hoje não posto.
Há dias assim.
Começam cedo e parecem que nunca mais acabam.
Hoje não posto.
Amanhã quem sabe.
Amanhã talvez. Ponto.
Ponto parágrafo.
Ponto final.

21 de abril de 2005

Só para chatear

O Açoriano Oriental de Hoje traz um flagrante igual ao que foi publicado num blogue anteontem.


Já não é a primeira vez que isto acontece com este mesmo jornal e este mesmo blogue. Coincidência?

20 de abril de 2005

Justiça lenta ?

A frase "a justiça em Portugal é lenta" deve ser o maior mito que conheço. Só se é com os outros, comigo ela é sempre rápida, seja contra seja a favor. Terei eu azar ou sorte?
O Sr. Primeiro-ministro anunciou como uma das primeiras medidas deste governo a redução das férias judiciais. Provavelmente fê-lo sem ponderar os prós e contras da medida, mas ponderando bem os efeitos "eleiçoeiros" e populistas da mesma. O Cidadão pode dizer, muitas vezes, que apresenta queixa à policia sobre um certo furto continuado ou sobre uma certa situação e nada acontece. Todos nós já o dissemos centenas de vezes na vida. Contudo, isso não é o mesmo que dizer que a justiça não funciona ou é lenta. Se as policias não funcionam bem, se o sistema penal e judicial permite sucessivas fugas, se o ladrão é conhecido e a policia não o pega, isso não significa que a justiça não funcione.
Pelo contrário, muitas vezes, é porque o sistema judicial funciona que não se prende um indivíduo só porque a vizinha se farta de telefonar à polícia a dizer que ele lhe rouba as galinhas e lhe chamou aquele nome que se chama às vizinhas que encornam os maridos. Não se olvidem que impera no nosso sistema jurídico o princípio sagrado (para mim pelo menos) da presunção da inocência. Outro princípio sagrado (para mim pelo menos) é o "in dubio pro reu", princípio pelo este que leva a, que muitas vezes, ouvimos os senhores agentes da PSP dizerem, "nós prendemo-los mas os juízes põem-nos cá fora". Precisamente por isso, porque na incerteza não se condena ninguém, em caso de falta de garantias mais vale que fique em liberdade.
O cidadão desinformado não acredita mas o sistema funciona, e o Senhor Primeiro-ministro devia sabê-lo. Assim como devia saber, o Senhor Primeiro-ministro, que as férias judicias são aproveitadas para por em dia alguns processos mais morosos e complicados. A redução desse período fará acumular os processos nos tribunais, pois ao invés do esperado os processos poderão continuar a entrar mas não serão despachados convenientemente porque o pessoal gozará as suas regulamentares férias.
Esta foi uma medida só para o povinho ver, tal como a dos medicamentos e a da limitação de mandatos, o tempo irá dar-me razão.

Vem este tema a propósito do número de juristas e advogados que frequentam este blogue, gostaria de vos ouvir (ler).

19 de abril de 2005

Abaixo o especialista

Eu até nem gosto muito de citar frases de outras pessoas, gosto de ouvir alguém citar as minhas. Lembro-me de um dia, depois de um professor de filosofia ter feito um reparo sobre a minha abordagem pouco académica ao pensamento de Kant eu ter respondido arrogantemente: Os grandes Homens fizeram-se com as suas grandes ideias, não com as ideias dos outros grandes Homens. Dai que alguns me chamem de filósofo, coisa que nego. Mas serei muito mais filósofo do que sei de filosofia. Há anos que manifesto a minha ira contra os especialistas, eu detesto especialistas, sabem de uma coisa e nada mais, e quase proíbem os outros de pensarem sobre esse mesmo assunto. Eu gosto de pensar sobre tudo e sobre nada, sobre a macroeconomia, a fome no mundo, os comportamentos estranhos dos Homens e tantas e tantas outras coisas. Por isso, me auto classifico como um especialista em generalidades, não há nada menos especializado do que isto.

"Estou fazendo uma campanha contra o especialista, sabia? Abomino o sujeito que só sabe algo relacionado com a profissão dele. Cheguei a um ponto da minha vida em que não admito mais o especialista."

Oscar Niemeyer, em entrevista a Eduardo Graça, Sexta-feira 15 de de Abril na revista Sábado

Teaser sem teaser

Por constrangimentos vários, resultantes da greve dos funcionários da RTP - e por isso alheios à equipa de moderador, comentadores e cronistas -, não terão lugar as emissões do Choque de Gerações previstas para 19 e 26 de Abril. O programa volta a 3 de Maio, prosseguindo depois, ao ritmo normal de um por semana (terças-feiras à noite, repetição às quartas-feiras ao final da tarde), até ao final da temporada.

18 de abril de 2005

Parabéns a você...


170º aniversário do mais antigo jornal Português. Parabéns a todos os que ao longo destes quase dois séculos nos trouxeram as notícias a casa.

17 de abril de 2005

Pequenino. Muito pequenino

PSD antecipa limitação de mandatos.O PSD vai antecipar-se ao Governo e agendar para o seu debate potestativo do dia 28 a discussão um projecto-lei que introduz a limitação de mandatos autárquicos... Pois é. É aquilo a que poderíamos chamar de política da terra queimada. Nem mais. O Sr. Marques Mendes mostra como, afinal, não é um pequeno grande Homem, mas confirma ser um pequeno e minúsculo homenzinho.
Ou talvez não, até pode ser um acto de coragem, mas para isso bastava votar a proposta do Governo.Afinal, segundo o estudo publicado no EXPRESSO deste fim-de-semana, é o PSD que sai mais prejudicado com a presente lei. Na verdade, dos 40% de mandatos em risco, 62% são do PSD. O que também nos pode levar a pensar que o PS quer ganhar as autárquicas de 2009 por decreto. Aqui de El Rei! Se fosse ao invés e fosse a direita a falar nisso pela primeira vez. Cairia o Carmo a Trindade e mais o Castelo e a Mouraria.

16 de abril de 2005

Pois pois...

Blah Blah Blah
Pois e os lucros anúnciados com pompa e circunstância? Também se deveram à subida dos preços do ouro negro?
Porque razão nunca nos dizem a verdade?
"merecemos politicos melhores" MUITO MELHORES!!!

13 de abril de 2005

Acomodados 2

Para continuar o debate que, no fim das contas é o que interessa, vem este post em jeito de resposta ao comentário do PJG (que parece toda a gente sabe quem é menos eu) no post "acomodados". Espero que os Bloggers participem mais neste debate, sei que alguns têm opiniões muito próprias sobre este assunto mas não as quiseram discutir aqui. Valia a pena fazer mais um esforço
Antes de passar à resposta propriamente dita gostava de lançar mais um tema ao debate ainda sobre a lei da limitação dos mandatos dos políticos ou de alguns politicos. O Dr. Jorge Coelho anunciou ontem que a lei, em alguns casos, terá efeitos retroactivos. Não sou jurista nem advogado, andei por lá mas sei pouco do assunto. Contudo, sempre me disseram que a retroactividade é um principio que se deve evitar quando se legisla e que este mecanismo só deverá ser utilizado em casos extremos de flagrante injustiça decorrente da aplicação da lei nova. Ora não me parece que a aplicação destas novas regras para os detentores de alguns cargos políticos promova qualquer injustiça retroactiva.
Caro JPG
É bem verdade que o anonimato decorre do direito à privacidade. Mas no caso das opiniões politicas, o anonimato, em meu entender, é um sinal de medo. Aqueles que sentem necessidade de opinar sobre as questões de interesse público devem fazê-lo usando o seu nome, sob pena das suas opiniões anónimas serem relevadas por isso mesmo. Não se trata de buscar as "luzes da ribalta" os holofotes da TV ou os flash dos fotojornalistas, trata-se de uma obrigação de cidadania. Não podemos generalizar. Nem toda a gente que opina o faz por ânsia de aparecer, muitos o fazem com sentido de servir o bem comum. É redutora a leitura de que quem dá a cara o faz só para aparecer. A imagem pública também se desgasta e isso tem um preço muito alto, devemos ser um pouquinho mais puros e acreditar que os que o fazem só para o retrato são a minoria.
Um silogismo é verdadeiro se as suas premissas também o forem. Ora o anonimato bloguista é, em meu entender, um reflexo do medo de debater de discutir de questionar o poder instituído que atravessa a sociedade portuguesa, essa atitude permite a proliferação do caciquismo e da prepotência. Se o cidadão comum não tiver pejo em pensar e em opinar, quem está no poder terá por ele muito mais respeito e logo muito mais cuidado na forma como exerce esse poder. Foram esses abusos e esse caciquismo que estiveram no espírito do legislador quando pensou esta lei. Dai a meu raciocínio dedutivo.

"Longe de Manaus"

É o novo romance do Francisco José Viegas, companheiro de outras andanças, vai ser lançado em Lisboa terça-feira 19 e eu vou estar lá.

12 de abril de 2005

Porque Hoje é Terça-feira

...a partir das 21.30 (hora dos Açores), Maria Graça da Silveira, Nuno Costa Santos e Armando Mendes discutem a nova tendência para a instalação nos Açores de casas de striptease, alterne e prostituição e ainda a suprema importância que a fama e os famosos cada vez mais assumem em Portugal e nas ilhas.A apresentação é de Joel Neto, enquanto Nuno Costa Neves tem a cargo a reportagem e Luís Filipe e Alexandre Borges tomam conta das habituais rubricas Ódio e Amor de Estimação. É a edição número 23 do Choque de Gerações, programa exibido semanalmente pela RTP-Açores e acessível também através do site acores.net (basta ter uma versão recente do programa Real Player).

Acomodados

Nos últimos meses apareceram dezenas de blogues Açorianos. Foram tantos que perdi a capacidade de os consultar diariamente e até de os classificar na lista de links aqui ao lado que, como se pode constatar, está bastante desactualizada. Essa "diarreia" de blogues é um bom prenúncio para uma Região onde a letargia e o comodismo imperam há séculos. Contudo, infelizmente, a grande maioria destes novos blogues e os comentadores dos mesmos são anónimos. Este facto, além de me irritar (as coisas que só me irritam a mim), deixa transparecer que existe nos Açores uma certa opinião envergonhada.
Os Açores, Portugal a Europa, a Humanidade em geral, precisam de debate, de discussão de ideias e se estas são boas pouco interessa, de facto, de onde são provenientes. Mas este medo de dar a cara de ser frontal de mostrar que se existe, esta atitude de ter pejo de pensar constitui um perigo enorme para a consolidação da nossa democracia, com a agravante de que estamos a falar de cidadãos de uma faixa etária bastante jovem.
Os déspotas nascem pelo medo que conseguem criar na sociedade. Só uma sociedade cobarde, medrosa e acomodada permite a criação de sistemas totalitários.
Desta reflexão, concluí, as razões de tanta gente estar de acordo com a limitação de mandatos dos detentores de cargos políticos, é uma questão de medo e de falta de confiança na capacidade de reacção da sociedade, porque somos um grande número de acomodados.

11 de abril de 2005

Ela partiu.

O Príncipe encantado

Muitos militantes do PSD terão ficado sentados à espera que António Borges avançasse na corrida à liderança do Partido, a tal terceira via de que se falava nas vésperas do congresso. Mas não, ainda não foi destas que o PSD repetiu o feito da famigerada reunião magna da Figueira da Foz que elegeu, inesperadamente, um militante de Boliqueime que aproveitou o Congresso para ir rodar o seu novo Citroën BX .
Existe uma enorme diferença entre António Borges e Anibal Cavaco Silva, é que este último queria ser líder do PSD e Primeiro-ministro e foi, enquanto o primeiro apenas deseja que se fale dele. É um eterno D. Sebastião, uma espécie de Príncipe encantado que vai adiando a sua declaração de amor até ao dia em que a bela Princesa, farta, se decide por casar com outro.

Adeus ao ARDEMAR

A Mariana Matos entendeu apagar definitivamente o seu blogue . É um direito que lhe assiste mas eu não concordo. Fico chateado! Claro que fico chateado!!!
Se eu fizesse um blogue colectivo, coisa que está fora das minhas cogitações mais recentes, convidava a Mariana para colaborar, é sempre bom ter entre nós um reaccionário de esquerda.

9 de abril de 2005

Pouco democrático! Não?

A limitação de mandatos dos políticos é, no meu entender, uma medida anti-democrática. Mesmo sabendo que essa lei traria a esperança de Alberto João Jardim sair do Governo da Madeira até 2020 e que Avelino Ferreira Torres sairia das presidência da Câmara do Marco de canaveses pelo menos até 2015 e por mais que isto me agradasse, continuo a achar que a lei é totalmente anti-democrática.
Então? O décimo mandato não é tão legítimo como o primeiro? Não são todos obtidos por eleições livres? Ou o Povo só é sábio quando da jeito?

8 de abril de 2005

Novo ciclo


A partir deste fim-de-semana o "laranjal" terá um novo ciclo.

Das legislativas às autárquicas

Ou os dramas do PS-Açores

No rescaldo das legislativas de 20 de Fevereiro e com uma maioria mais do que absolutamente inequívoca do Partido Socialista, pouco ou nada se poderá dizer. É cedo para fazer comentários à composição do Governo, é cedo para avaliar as primeiras medidas. É tarde para exigir o cumprimento de promessas eleitorais já que as não houve.
Portugal tem dez anos para ganhar a corrida e apanhar os seus parceiros da 1ª divisão da Europa unitária. O PS tem essa responsabilidade entre mãos e chega ao poder sem obstáculos de índole parlamentar e com algumas das reformas mais importantes e essenciais em andamento. Não haverão desculpas, agora é tempo de olhar para autárquicas. Um País com autarcas capazes, responsáveis e inovadores faz-se mais rapidamente do que, se ao invés, esses autarcas forem despesistas irresponsáveis, reaccionários ou bota-de-elástico e gestores incapazes.
Carlos César e o PS-Açores, ainda não tiveram uma vitória em autárquicas e desde a saída de Mário Machado da Câmara de Ponta Delgada que o PS não consegue um bom resultado na chamada Jóia da Coroa.
Se é verdade que algumas concelhias do PS reclamam sua a vitória do passado dia 20 de Fevereiro, na de Ponta Delgada isso não acontece. Essa diferença de atitude indicia que o PS não tem candidatáveis a Ponta Delgada, ninguém está disposto a fazer um sacrifício pelo Partido, eu diria que o PS do poder é bem diferente do PS oposição.
Quantos dos seus rostos mais antigos ou mais recentes estarão interessados em serem candidatos autárquicos contra a Drª Berta em Ponta Delgada ou contra José Carlos Carreiro no Nordeste ou contra José Fernando Gomes na Praia da Vitória?
Estará José Contente disposto a ir a votos em Ponta Delgada? Estará Ricardo Rodrigues disposto a disputar Vila Franca do Campo? Quererá Duarte Ponte correr à presidência da Câmara da Ribeira Grande?
Não me parece, estamos perante um Partido Socialista pleno de calculistas que se ancoraram na imagem de governação de Carlos César e que, à custa desse e agora de Sócrates, vão mantendo as suas capelinhas e nada mais. Por isso, o PS não será nunca um Partido com grande implantação autárquica nos Açores, não terá mais do que meia dúzia das 19 câmaras do arquipélago e no dia em que deixar de ser poder, os ratos fugirão como fizeram alguns dos seus actuais colaboradores no tempo em que colaboravam com governos do PSD.
A política regional começa a entrar numa zona perigosa, tal como aconteceu em 1992 com Mota Amaral. Começam a ser vitórias demasiadas. Na verdade, a entronização de Carlos César por via dos sucessivos e demasiado bons resultados eleitorais, torna o PS numa espécie de agência de emprego e de clientelas politicas. Até há bem pouco tempo o PS-Açores não tinha máquina partidária e isso era bom para a Região. Hoje, pelo contrário, o PS já tem máquina e encerra nessa mesma máquina pessoas que de socialistas nada têm, alguns são mais reaccionários do que os dirigentes mais empedernidos do CDS. Enquanto for um partido de poder, essas divergências serão atenuadas, ao deixar de o ser, passará por uma fase de purga à semelhança do que aconteceu com o PSD de Mota Amaral.
In Revista Factos nº 2

7 de abril de 2005

Factos 3

Já está disponivel na Bertrand e no Ponto FM no Centro Comercial Parque Atlântico. Amanhã nos sitios do costume.

Já andam por aí os "Bifes"

A respeito do "post" anterior e da fotografia do The Valley of the Hermit's Stream no País de Gales perguntei-me esta manhã. O que virão fazer os "Bifes" aos Açores? Ver as nossas paisagens não será certamente, disso têm eles mesmo ali ao pé.
Bem, as "Bifas", pela fama que têm e por "zun zuns" que me chegaram via e-mail, parece que já andam à procura de rapazes corpulentos o voluntariosos do tipo macho latino para lhes satisfazerem os mais imaginativos apetites sexuais. Bom negócio para os "putos" desempregados da garagem do farfalha.

O verde das Ilhas

Eu dou um doce a quem descobrir onde fica esta paisagem

6 de abril de 2005

"Futebolês" de ministro

Eu não quero viver num País em que um Sr. Ministro diga "póssamos" querendo dizer possamos.
Foi Jaime Silva, actual Ministro da "Ingri(in)cultura" hoje durante todo o dia nos noticiários.

E assunto?

Por manifesta falta de inspiração e porque há muita gente que vem ao blogue e não tem oportunidade de ler a revista Factos, aqui deixo hoje a crónica publicada no nº 1 da referida revista.

E assunto?
O dilema do título


Quando aceitei esta coluna não me passava pela cabeça que fosse tão difícil cumprir a promessa que fiz ao Rui Lucas. Escrevi e escrevinhei algumas linhas que acabaram ou publicadas no Blogue que deu o nome a esta, ou directamente enviadas para a reciclagem do Windows XP.
Com mais dois ou três textos entre mãos, com uma campanha eleitoral para preparar, dois funcionários incompetentes, três juristas sedentos de dinheiro, quatro gerentes bancários que tem medo da sua própria sombra, tudo isso feito numa argamassa consistente que não me aliviava o pensamento, deixei ir passando os dias sem me lançar na gesta de escrever a minha primeira crónica para a Factos.
Hoje entrei no escritório bem cedo, como de costume, e disse alto para que todos ouvissem e me dessem uns momentos de descanso: Hoje tenho que escrever para a Factos.
Isso o que é? Retorquiu alguém que tem estado desatento.
E assunto? Perguntou a minha colaboradora mais próxima.
Sai porta fora sem dizer nada e voltei no mesmo instante, meti a chave à fechadura entrei de rompante e gritei. E assunto? Vai ser este o tema da minha primeira crónica.
Quando se escreve por gosto ou por sistema há sempre assunto. Quando se é um generalista ou, um especialista em generalidades, como uso dizer que sou, escreve-se sobre tudo e sobre nada. Escreve-se apenas porque se gosta de escrever.
Poderia ter escolhido inspirar-me numa queda que vi uma senhora dar num resto de carpete das ornamentações de Natal das ruas de Ponta Delgada, sobre um velho que vi beber uma garrafa de vinho de qualidade duvidosa, duvidosa não, de má qualidade mesmo sentado numa soleira de uma artéria nobre da Cidade, sobre o Bruce Lee e a vitrina do Domingos Vieira, sobre as obras no café Royal e a falta que me faz aquela sandes (prefiro Sandwich) de Queijo de São Jorge com um café duplo logo de manhã, podia escrevinhar sobre tanta coisa que se passou neste lapso de tempo entre a minha decisão de escrever este texto hoje e ter-me sentado em frente ao computador.
Mas não! Todos esses casos não foram indutores do meu entusiasmo. Por outro lado aquele E assunto? Dito assim, a seco pela minha colaboradora mais próxima, fez-me logo sentar em frente ao teclado e desatar a debitar leves e simpáticas dedadas nas teclas com letras.
A crónica tem sempre a condicionante do tempo, do "cronos" e esta tem também o seu tempo. O tempo do nascimento desta nova revista de grande informação e opinião.
Esta nova publicação tem todos os ingredientes para trazer aos Açores uma nova forma de estar na comunicação, na vida e na vivência das Ilhas, sem brumas, sem estarmos condicionados pelo mar, pela gaivota, pelo rochedo ou por xailes negros. Sem barcos de partida ou de chegada, sem amarras, sem mantos roxos de saudade.
Não esperem muito de mim nestas crónicas mensais. Contudo, esperem o desassombro com que vos habituei noutras funções e esperem acima de tudo muita coragem, e determinação, muita dedicação e reflexão sobre o que se passa nas nossas Ilhas. Serei Eu. Aqui, como ali, como acolá, eu apenas, pouco preocupado em pensar demasiado no que digo e dizendo sempre o que penso.

5 de abril de 2005

O Furo é intocável

José Fócrates o tal da vida que é uma soda, anunciou ontem a intenção do Governo da República Queiroziana de Portugal, acabar definitivamente com os furos entre as aulas. Acabar com a mais secular instituição da juventude estudantil Portuguesa? Isso é inadmissível! Não há direito de acabar com o furo.
Então? Heim!? Como é que vai ser? E aqueles namoricos e marmelanços entre as aulas? E as corridas corredor fora depois do segundo toque rumo ao campo de Basket? E as "peladinhas" porque o chato do professor de história, graças à praga que lhe rogamos, teve uma diarreia?
Mobilizem-se, jovens! Fócrates que se sôda" E o Jogo da mosca e do lencinho. Acabar com o furo é acabar com essas tradições estudantis todas.
Sôda-se, não permitam que vos roubem essa oportunidade, que vos tirem essa prerrogativa, que vos roubem essa liberdade.
Sôda-se.

Só para lembrar

O " teaser" costumeiro só para lembrar que hoje é dia de Choque de Gerações, não de gera cães, como insinua o Professor Vamberto Freitas.
Joel Neto será o condutor de um debate que levará os seus convidados, Pedro Arruda, Miguel Monjardino e o autor deste post pelas estradas do mais recente pensamento açoriano sobre o processo sucessório no PSD, no CDS e no PCP e ainda o novo plano de Tony Blair para África.
Não perca, já sabe é hoje pelas 21h30 minutos com repetição amanhã ao final da tarde ou ainda em http://www.acores.net/.
Lembrei-me, a respeito da busca incessante que o CDS tem feito por um nova liderança que seria bom convidarem a Marisa Cruz com aquele excelente par de mamas silicone, e pedir emprestada uma tômbola da Santa Casa à Zézinha Nogueira Pinto, colocarem lá dentro todos os cartões de militantes e assistirmos, todos, em directo, à escolha do novo Presidente do CDS sem PP. Era bom não era?
Lindo!!!!

3 de abril de 2005

A Cigarra e a Formiga

Vivemos uma era em que a economia marca as mudanças e condiciona as atitudes dos cidadãos, marca o compasso do desenvolvimento e das esperanças da humanidade.
A Sociedade Açoriana, até aos finais do século XX, era essencialmente aforradora, mercê da condição de ilhéus, distantes e sistematicamente fustigados pela fúria dos elementos naturais, criamos hábitos de formiga, da formiga da fábula "A Cigarra e a Formiga". Em 1990 existiam, em contas a prazo nos bancos dos Açores, cerca de 200 milhões de contos, mais cerca de 30 milhões em diversos outros sistemas de poupança. Esse dinheiro era, essencialmente, canalizado para financiar investimentos de empresas de fora da Região. Vivíamos também uma época de grande emigração. Os Açores exportavam, assim, uma das maiores riquezas que um povo pode ter, massa Humana trabalhadora e capital.
Por um lado, os que cá viviam, poupavam com todo o seu esforço. Por outro, os que não conseguiam sequer ganhar o suficiente para viver com o mínimo de dignidade, procuravam novas vidas em terras do tio Sam.
Da América dos filmes de "ariuane" e "endezap" ( corruptelas de wath You want e hands up), vinham noticias de grandes "moles" (malls) onde se comprava de tudo a preços muito bons. Os "candiles", os "alvaroses de ganga" e as botas de biqueira de aço, faziam as delícias de pequenos e graúdos lá da terra em dia de chegada de barril da américa. No mesmo barril vinha um envelope com uma nota de 5 ou 10 dólares. As "dolas", naquele tempo, valiam alguma coisa e resolviam, por algum tempo, os problemas do fiado na "loje do sô chique ou da Sóra Sofia", os merceeiros da aldeia. Ter um filho, um Pai ou um tio na América era razão suficiente para ter fiado.
Hoje na euforia desbragada das compras no "shoping" e no hipermercado, os Açorianos parecem ter perdido o respeito pelo dinheiro. Isso trouxe vantagens à nossa economia e ao nosso bem-estar. Desde logo, as Açorianas passaram a andar na rua muito mais bem vestidas e perfumadas, deixaram de usar uns trapinhos fora de moda vindos nos barris da América para vestirem elegantemente "zara" e "stradivarius", deixaram no canto mais recôndito das cómodas os velhos vaporizadores da Avon e usam perfumes franceses com a chancela victor's, Maviripa ou Perfumes & cia, são autênticas bonecas Barbie de carne e osso, frescas e cheirosas pavoneando-se pelos corredores do Centro Comercial.
E se falta alguma coisa, não faz mal, vai-se pedir ao Governo, que o governo dá.
Os Açorianos deixaram de ter contas a prazo e prazo para pagar as contas.

1 de abril de 2005



Tinha pensado não escrever nada sobre esta memoria de mis putas tristes, achei que era uma presunção da minha parte fazer qualquer tipo de critica a uma obra de Gabriel García Marquez, prémio nobel da literatura em 1982.
Os pudores e os despudores de um velho sábio de noventa anos e a sua relação com uma velha meretriz e uma adolescente virgem.
Este é o que eu chamaria um romance light, very light, too much light. Não diria que é do tipo Margarida Rebelo Pinto e I'm in love with a pop star, mas está próximo. Apesar disso, gostei.

Peta ou não peta

Pois é. Passei uns dias sem postar e parece que houve malta que descansou dos choques desassombrados do Foguetabraze. O sossego acabou mesmo.
Da leitura dos comments aos post anterior, em 1 de Abril, parece ninguém acreditou que o BOOM! deste blogue fosse a sério. E não é! Não se livram de mim com tanta facilidade, aqui estarei até que ma obriguem a pagar para ter um Blogue.

Não se esqueçam que amanhã estará, nas bancas do costume, o nº 16 da :ILHAS, com apresentação na livraria Solmar às 21 horas numa sessão cultural intitulada Eh Atolêmáde, isse é Consumo (Cultural)...!

Não percam, se for na linha do Eh Atolêmáde, isse é política, será uma noite, certamente, para relembrar.

Havia mas...

Havia por aqui um blogue! Mas.... BOOM!

29 de março de 2005

21CDG21

Estou ainda entre a partida e a chegada, entre a angústiada espera aeroportuária e a recuperação das altas pressões, que sempre me irritam. De regresso aos "post", começo por lembrar que hoje é Terça-feira, dia de Choque de Gerações, Maria Graça Silveira, Armado Mendes e eu próprio debateremos esta noite os cuidados ou descuidados geriátricos nos Açores e no Mundo, e o consumo de medicamentos genéricos e anti-depressivos nos Açores.

23 de março de 2005

Partida

Estou de partida.
Estou sempre de partida, embora pareça que estou sempre de chegada. Perguntam-me
-Quando chegaste?
Fico atordoado e digo: Agora mesmo. Acabei de aterrar.
-Quando te vais embora?
Porque será que a pergunta que se segue é logo aquela vontade de saber quando nos vão ver pelas costas? Eu prefiro dizer: Espero que desta vez fiques por cá o tempo suficiente para pormos a escrita em dia.
Levo comigo "memória das minhas putas tristes".
Há putas alegres?

22 de março de 2005

O alerta do costume

É hoje pelas 21h30m na nossa RTP-Açores ou em www.acores.net
O aborto, a sua validade e os seus debates políticos e ainda o caso de sucesso do, amado por uns e odiado por outros, treinador do Chelsea, José Mourinho.

Como de costume Joel Neto conduz os seus comentadores pelos corredores de um novo e desempoeirado corredor do pensamento Açoriano. Esta Noite, Maria Graça da Silveira , Nuno Costa Santos e Pedro Arruda falam abertamento do que pensam sobre os temas. O Pedro Arruda descobre finalmente o seu Moleskine e os irmãos Borges lá estarão com as suas crónicas de amor e ódio.


Bem hajam

21 de março de 2005

Primavera



Chegou a Primavera de facto, céu azul e quase sem nuvens, temperatura amena e as flores a despontarem as suas primeiras cores. A passarada chilreia num ruído agradável e pleno de vida. A cidade está linda, como são todas as cidades quando o céu se apresenta azul. Hoje é dia de gravações daquele programa que ninguém vê mas do qual todos falam, o tal programa sobre o pensar e não sobre o saber., o tal onde se pretende falar das coisas sem estar preso a preconceitos e ideias feitas. O programa que pode mudar muita coisa nestes nossos Açores cheios de dogmas e de fés e de crenças e medos, com uma origem comum, os vulcões e terramotos.
Voarei, por isso, para a Ilha Terceira onde me vou encontrar com os companheiros e amigos do costume para falarmos de tudo e de nada.

20 de março de 2005

Um Domingo caseiro

Um Domingo chuvoso que não convidou a pôr o nariz fora da porta. Saí à hora da chegada dos Jornais de Portugal que, cada vez, chegam mais tarde aos Açores.
Coma família de férias e eu sozinho porque essa coisa de ser patrão também tem os seus contras, passei o dia em volta de leituras. Não vou fazer um Vox Populi para o Alexandre não me acusar de andar a roubar os post dos outros. Vou, apenas, manifestar a minha estranheza pelo facto de quase todas as publicações semanárias, Sábado, única, pública e não vi outras, destes idos de Março, trazerem reportagens sobre questões sexuais. Será que para vender papel temos que falar de sexo e de traição?
O resto do Domingo foi passado em volta dos blogues habituais com passagem obrigatória pelas Açorianices do João Vasconcelos Costa e pelo livro de David Landes "A riqueza e a pobreza das nações", numa edição da Gradiva.

Provocador e estimulante, o historiador e sociólogo leva-nos a uma viagem pela realidade da História Universal e aos constrangimentos das nações para combaterem a pobreza e como outras tiveram a sua vida facilitada. Desde as questões naturais e geográficas, passando pelas sucessivas revoluções industriais e politicas. Para leitura obrigatória e com vagar pelos nosso políticos.

19 de março de 2005

Ainda Ponta Delgada

Temos agora uma nova moda com a beneplácito da edilidade presidida pela "Sóra" Berta. Pois é, a importação de um modelo de comércio ambulante que apareceu em Lisboa nos anos 80 e que está, infelizmente, para durar já chegou a Ponta Delgada, importamos tudo o que não presta esquecemo-nos do que vale a pena trazer para cá. É o exemplo da moda das caravanas bar.

Esta, está localizada junto a um dos melhores e mais modernos hotéis de Ponta Delgada, o Marina Atlântico, funciona basicamente de noite e até tem uma esplanada. Sinceramente não era nisso que eu esperava que Ponta Delgada se transformasse.

Esta outra está junto ao mais moderno e maior Hotel de Ponta Delgada a inaugurar já no próximo mês de Abril, na estrada de São Gonçalo que eu me atreveria a apelidar de "via do progresso betonado".


Os passeios da nossa cidade, além de excelentes zonas para o estacionamento, andam também a ser utilizados para exposição de viaturas para venda. Não sei se a autarquia cobra para tal. Se o faz, faz mal se o não faz, trata-se, então, de um abuso do promotor e o executivo camarário devia mandar retirar as mesmas do local já que se trata de uma situação recorrente e sempre com a mesma empresa.

Se esta moda pega, a Avenida Litoral de Ponta Delgada corre o risco de se transformar num mega espaço de exposições.

Factos

Já está nas bancas o número 2 da revista Factos. Mudaram-lhe o formato, o que, em minha opinião, melhorou o aspecto da capa. Tem ainda uma longa mas, nem por isso, interessante entrevista a Paulo Gusmão onde parece ficaram por dizer muitas coisas mas tem a habilidade de não destilar a bílis. Um trabalho engraçado sobre a vida e obra do "luky fuinha" e um excelente Cartoon do Mário Roberto.


E já se sabe uma crónica do Foguetabraze. Vale bem os 2,5 euros que pedem por ela.

18 de março de 2005

Nicadas das melhores

Do melhor humor que se faz por cá. Pela pena e pela objectiva do Mário Roberto.

Não escrevi mas andei por aí

Estes dias não escrevi nem, comentei nos Vossos blogues simplesmente por falta de tempo. Mas andei por ai, ora sentado com o Pedro nos bancos da avenida ora esborrachando-me nos postes que alguém deixou no meio dos passeios de Vila do Porto com o Paulo Henrique. Com o António João resisti aos paraísos da América do Norte e Fumei um puro com o André à porta da FNAC. Li quase tudo o que se publicou nos Açores esta semana com o João Nuno e dei uma volta pelo gatil das Miau Girls onde fiquei a saber que as cegonhas já não são o que eram e encontrei o Pacheco de Melo com o olho no lugar da Ponta Delgada. Assisti a um concerto virtual de Teresa Berganza com o Dionisio e bebi um chá com o Guilherme. Ah! Vi o Choque de Gerações. Encontrei o Francisco tão atarefado como eu e vi o Mário Roberto babado com a sua Princesa grávida.
Fui a Aviz ver o Francisco que me deu noticias do Brasil e fui com o professor Vital Moreira aprender o que são verdadeiros grupos de interesse
Andei por aí com este e mais este e mais este e este e este outro a ler coisas novas e velhas que me ajudaram a crescer.

E claro, como não podia deixar de ser, também fui ver como estavam de saúde os Barnabés e os Acidentais, que nestas coisas há que ver ou ler dos dois lados.

Os Bancos da Avenida Litoral

Sobre os bancos da Avenida Litoral de Ponta Delgada apetecia-me escrever bastante. Sobre a tal mania ou "diarreia" das coisas modernas e os crimes de lesa património que se cometem em nome de um progresso de merda, apetecia-me escrever mais ainda.
Ao contrário do que aconteceu com o Pedro, não me incomoda nada o dinheiro que o gajo que vendeu estes bancos ganhou, o que me incomoda é o dinheiro que a autarquia esbanjou, sendo que para esbanjar tem que cobrar em outros pontos como estes


horrorosos exemplos do que não devia ser permitido na Avenida Litoral de Ponta Delgada que tomou o nome de uma das mais importantes figuras da nossa história expancionista, o Infante D. Henrique.
Estes outros ainda escapam,
mas também não são do meu agrado. Percebo que não suscitem ao Pedro o mesma preocupação que causaram os bancos. Percebo que não incomode ao Pedro o dinheiro que ganhou o seu criador, o seu construtor e o seu explorador/concessionário, não sei é porque razão ficou tão incomodado com o dinheiro que ganhou quem vendeu os tais bancos.

17 de março de 2005

Desenriçado


O novelo não está totalmente desenriçado mas já lhe encontrei a ponta e desenrolei uma boa parte do enriço. Nó a nó, fui dolorosamente percorrendo caminhos que me custaram bastante calcorrear. O pior está feito. Agora? Bem, agora é continuar a desenrolar o novelo e tecer uma trama e teia capazes de suportar o peso do projecto. Vale bem a pena trabalhar quando se sabe que se vai no caminho certo.
O Blogue volta ao seu ritmo normal, até porque foi das coisas mais importantes que fiz nos últimos tempos.
Cheguei a pensar que o Foguetabraze nunca mais seria o que já tinha sido.
É verdade, começa-se assim, não se escreve hoje, depois fica-se três e quatro dias sem escrever e depois parte-se para outra. A maior parte dos mais antigos blogues portugueses está a chegar ao seu segundo ano de existência. Contudo, muitos desapareceram por completo, foram apagados e outros há que estão em banho-maria há muito tempo.
Escrever todos os dias e dizer novidades é muito difícil, e escrever por escrever também não dá prazer algum. Bem sei que alguns de vós vindes aqui só à espera da "má língua". Esse é o tipo de post que menos parzer me dá escrever mas é sem dúvida o mais fácil. "Má língua" com humor ainda dá algum gozo, agora falar mal por falar. Nahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!, "na dá prazê ninum".

16 de março de 2005

No desenriço

Peço desculpa por esta interrupção, o blogue segue dentro de momentos, horas, dias, mas segue.

14 de março de 2005

Enriço

Estou feito num oito, torcido e retorcido, não sei como é que me vou destorcer. Hoje tenho que deixar prontas, uma série de coisas, que ainda nem sei bem o que são muito menos como vão ser resolvidas porque, amanhã vou para Santa Maria não sei, ainda, fazer o quê. Estou no meio de um enredo de fios de problemas e complicações e dúvidas e certezas, que não sei como me livrar deles. Chego a pensar que o melhor é parar e deixar que o novelo de desenrice. Não, pelo contrário, o melhor é começar mesmo a desenriçar o novelo. Quando não, o novelo vai ficando cada vez maior e maior e maior e jamais se desenriçará.

11 de março de 2005

Lambendo Sabão

Um avião de companhia peruana, com os equipamentos mais sofisticados, e de última geração, inclusive com oito computadores interligados ao gigantesco computador central na torre de um aeroporto supermoderno, de repente ficou voando sozinho, sem qualquer comando, os pilotos nada podiam fazer, manche, pedais, alavancas e botões estavam travados pela pane inesperada e irreversível. Há uma piada no meio aeronáutico: na cabine de comando de um avião do futuro, só haverá instrumentos, um piloto e um cachorro. Por que o cachorro? Se o piloto tentar mexer em algum instrumento, o cachorro não deixará. "Safety first".Dos aviões passo para a vida geral. Cada vez mais a era digital nos penetra, programando aquilo que podemos e devemos fazer, deixando uma estreita faixa para o que realmente queremos fazer. E o que é pior: programando inclusive aquilo que devemos querer fazer. Na hora de escolher um sorvete de manga ou abacaxi, minha vontade de nada me servirá: estarei programado para, naquela circunstância, preferir um ou outro sorvete.Vamos dar de barato que a programação seja correta, necessária, saudável, urgente, que todas as coordenadas tenham sido previstas, analisadas e resolvidas para o meu bem estar moral, material e para o meu prazer. Muito bem. Basta um chip entrar em pane e tudo se esboroa.Vou tomar um sorvete de manga ou abacaxi, milhões de circuitos internos estão procurando determinar a escolha que devo fazer naquele momento -- e eis que o chip avariado me ordena, literalmente, lamber sabão.Não há sabão à vista, tenho de procurar um banheiro público, com sorte, encontro um que tem um pedaço diáfano de sabão grosseiro, e lá fico eu, lambendo aquilo.Bem, a hipótese, como o sabão, é também grosseira. Mas não deixa de ser possível.

Carlos Heitor Cony é romancista e cronista, é também colunista da Folhade São Paulo. Escreve para a Folha Online às terçasE-mail: cony@uol.com.br
Post Scriptum: Esta crónica foi.me enviada pelo Rui Coutinho (maracujá) a respeito de eu o ter mandado ir lambar sabão.

9 de março de 2005

A respeito do dia que se comemorou ontem.

Lá em casa mandam elas. E quem disser que é mentira que me prove o contrário.

Um dia um padre disse na missa que aquele que cuidasse que mandava em casa lhe fosse levar uma saca de castanhas à sacristia.
O Justino da Eira que era muito macho, logo tratou de ir para casa e preparar a dita saca de castanhas para levar ao prior da freguesia.
Entra sacristia dentro com uma saca feita de retalhos, muito bem arranjada, com uns berloques em cada extremidade do fundo da mesma e exclama:
-Aqui tem, Sr. Prior, a saca das castanhas que prova que lá em casa mando eu!
-Oh! Justino então porque razão me trazes as castanhas nessa saca de retalhos e não as trazes numa normal saca de serapilheira- pergunta o prior intrigado.
-Oh Sr. Padre isso vinha mesmo era numa saca velha de serapilheira mas aquela corisca não deixou!

Ponta Delgada

O Blogue Ponta Delgada tem uma nova entrada.
Haja Saúde.

Faz parte de mim

Pedem-me que deixe a política. Não aquela que faço no dia-a-dia, nas tertúlias dos cafés, nos blogues, nos jornais e revistas que me escolhem para entrevistar ou nas aparições televisivas do "Choque de Gerações" ou de qualquer seu sucedâneo cujo autor se lembre de mim . Não! Não me pedem para me calar. Mas pedem-me para deixar a política partidária, para ser mais livre, mais desassombrado, mais genuíno. Pedem-me com carinho e penso eu, para me protegerem. Sei que mo pedem para meu bem. Temo não vos fazer a vontade. As coisas só se mudam de dentro para fora.

8 de março de 2005

Programa 18

É verdade, hoje vai para o ar na nossa RTP-Açores, pelas 21h30m com repetição amanhã ao final da tarde, o programa nº 18 do Choque de Gerações. Um programa do Joel Neto com a participação de uma nova geração de Açorianos e amigos dos Açores, um programa sobre o pensar e não sobre o saber que tem levantado muita polémica aqui e não só.
Esta semana, Susana Meireles Yourcheck, Maria Graça da Silveira e Francisco José Veigas, discutem o papel da mulher nas sociedades contemporâneas. O casamento de Carlos de Inglaterra e Camilla Parker e as potencialidades e limitações do sistema monárquico.
Espera-se polémica e debate como é costumeiro.
Pelo meio, ficam a reportagem do Nuno Neves e o amor de estimação do Alexandre Borges. No final o já habitual ódio de estimação da Luís Filipe.Não percam o melhor programa da RTP-Açores e que não fala dos dramas e das teatrices do tipógrafo Malaquias e da Guerra Colonial.

7 de março de 2005

Pois pois e ...


"Não gostei de ser ministro, ninguém acredita mas é verdade. Foi uma experiência enriquecedora, mas não gostei. Prefiro servir o país como parlamentar"

Isso não terá a ver com alguma SISA por pagar ou qualquer outro rabinho de palha? Não?

Ou já ninguém se lembra porque razão o "baixote" saiu do Governo de Guterres? Pois não, não se lembram, ele até recebeu como prémio uma indicação para Comissário Europeu.Uma travessia do deserto dourada. Passa cão!

Santa Maria no seu melhor


Esta chegou-me via Botafaladura.
Há 20 anos que 70% dos Marienses votam no Partido Socialista. Em Angola também é assim e no Ruanda e no Uganda e na Somália e no Togo e na Costa do Marfim e...

Coisas de Putos

A historieta da fotografia de Freitas do Amaral é a prova cabal de que algumas criancinhas nunca devia ter saído do 5º andar do Largo do Caldas. Ou nunca deviam ter lá entrado.

Eu já não me indigno com qualquer coisa

Desde que vi um porco andar de bicicleta e um elefante a tocar trombone que não me espanto com qualquer coisa.
Desde que vi o Professor Sousa Franco ir de presidente do PPD/PSD a Ministro da tralha "Guterrista" e cabeça de lista do PS às europeias e desde que vi o Professor Freitas do Amaral fazer um percurso político desde a fundação do CDS até a Ministro de um Governo do PS, que não me indigno com qualquer coisa.
Portugal é um país, cada vez mais, " queiroziano", viva o Senhor Conde de Abranhos!

PUFFF! e "Prontos"!

Eu gostava que a Dr.ª Berta e o seu ANIMA trouxessem a Ponta Delgada, ao Coliseu Micaelense, em vez do Luís de Matos, o David Coperfield. Sim o tal que faz desaparecer Ferraris, arranha-céus e outras coisas que tais. Talvez fizesse desaparecer a Dr.ª Berta para sempre.

6 de março de 2005

Da bruma ao tipógrafo Malaquias

Juro que não falo mais de bruma, da Ilha e da gaivota. A partir de agora só falo do tipógrafo Malaquias da Guerra Colonial.

5 de março de 2005

Património arquitectónico

No Aeroporto da Ilha de Santa Maria existem raros exemplares de arquitectura da 2ª Grande Guerra que deviam, em minha opinião, ser preservados. As casas de Chapa foram já quase todas destruídas. Das mais carismáticas, ainda existem algumas em bom estado e com boas possibilidades de recuperação.

Na chamada Estrada do Meio, está este magnifico exemplar. Talvez fosse tempo de alguém se preocupar em fazer as obras de manutenção necessárias para que algumas destas casas se possam manter por mais uns anos.

4 de março de 2005

Mais velharias

Já aqui falei de algumas das minhas velharias. Eu adoro coisas velhas.
A minha velha Renault 4 é uma dessas velharias da qual me custa separar. Em Santa Maria ela é o meu meio de transporte preferido.

Há mais de um mês o Francisco deixou-a no parque do Aeroporto, voltei a precisar dela anteontem, cheguei, sentei-me, puxei o injector dei um sinal na ignição e, num instante, lá estava ela nobremente a deslizar pelas estradas de Santa Maria. A minha velha Renault 4, inseparável amiga de todas as horas.

Vi-te...

...ali sentada num banco, tosco, de madeira, num corredor de uma aerogare em obras. Lias atentamente uma revista dessas que dizem ser cor-de-rosa mas que só tratam das desgraças de uns e outros. Dizem que é a vida dos famosos. Sei lá.
Fingi que estava distraído, tu também, ambos sabemos isso. Tive vontade de me chegar para ti abraçar-te e pedir-te desculpa. Não tive coragem. Sou um cobarde com as mulheres, não as trato como merecem. Merda de feitio que me complica tanto a vivência interior. Merda de feitio que me atormenta pelo que não tenho a coragem de dizer e de fazer. Sim! Merda de feitio que para umas coisas parece tão corajoso e noutras, bem simples, se esconde por trás de um manto obscuro de maldade.
Sei que nunca me irás perdoar mas, mesmo assim, peço-te desculpa pelos danos que te causei, pela forma como não fui capaz de te tratar.
Embarcaste no mesmo avião que eu. A fila formou-se mesmo à frente das cadeiras plásticas cor de laranja em que eu estava sentado. Tomaste o teu lugar na fila, compenetrada e distante, fingiste, mais uma vez, que não me vias, eu também. Deixei que entrasses no avião, aproximei-me cautelosamente, vi, pelo canto do olho, onde te sentavas e sentei-me o mais longe que pude.
Mal abriram as portas fugi rapidamente em direcção à porta e nunca mais te vi.

3 de março de 2005

O sorriso do Sol no casario branco

Não! Não hibernei nem desapareci do mapa nem estou amuado. Não! Estou é sem tempo. Mais uma vez o tempo. O tempo do relógio que passa por mim e me diz adeus numa volúpia tal que nem o vejo.
Em Santa Maria, onde estou, supostamente o tempo passaria com mais vagar. Hoje não! Hoje ele passou por mim na velocidade com que passa numa qualquer metrópole da Europa.
Cosmopolita, como sempre, Vila do Porto está inundada pelo sol. O sorriso do sol sobre o casario branco, podia ser o tema da próxima produção do Zeca Medeiros.

Hoje há 31 anos

Nasceu o meu amigo Joel Neto. Jornalista e escritor, natural da Terceira, a resider no Seixal e a trabalhar em Lisboa. Faz um programa na RTP-A que quase ninguém gosta mas toda a agente vê que mais não seja para falar mal.
Bem hajas amigo e que esta data se repita por muitos anos e com muitos programas na RTP-A

1 de março de 2005

Todas as terças na RTP-A

Hoje é Terça-feira. Já sabem, na RTP-Açores pelas 21h30 minutos com repetição amanhã ao fim da tarde, há Choque de Gerações. Joel Neto conduz a conversa entre Maria Graça Silveira, a miauu girl que acha que só devemos fazer amor para procriar, Armando Mendes e eu próprio. Falamos sobre o turismo nos Açores e a personalidade de João Paulo II.
As habituais rubricas, ódio e amor de estimação estão a cargo dos fabulosos irmãos Luís Filipe e Alexandre Borges respectivamente.

Hoje há 39 anos

Continuando na aviação civil

Uma má interpretação ou uma propositada maldade, de um leitor não identificado convenientemente, requer alguns esclarecimentos em relação ao meu post anterior. Normalmente não respondo a anónimos. Contudo o facto das interpretações do dito serem abusivas leva-me a esclarecer. Não se trata de fechar ou abrir a Ilha. A Ilha está aberta via São Miguel. É mais rápido 30 minutos (segundo o horário oficial da SATA) sair para Lisboa via Sata Air Açores e depois Sata-Internacional do que fazê-lo no tal voo de Quinta ? feira que também vai por São Miguel. Aliás os passageiros já se aperceberam disso, com excepção para os dias 20 de Janeiro e 17 de Fevereiro, em todos os outros o número de passageiros a chegar é superior ao de número passageiros a partir. Há ainda a acrescentar o facto de que, saindo directo, o Mariense que vai trabalhar perde a manhã de, Quinta-feira, assim como o perde o que for de férias. Saindo por São Miguel, o que vai de férias, gasta 5 horas da noite o que vai trabalhar não perde horas de expediente. Contas são contas e quem as faz sabendo o que faz tem sempre razão. Além disso, os custos para os contribuintes são bastante menores.


Algumas pseudo elites de Santa Maria vivem agarradas a complexos anti feudais e embebedadas com os tempos áureos da aviação civil. Pois é, ao invés de fazerem pela sua terra, escondem-se em cobardes anonimatos e evocam esses tempos de ouro em que os ricos viviam em casas de chapa e os pobres em palhotas de chão térreo, os tempos em que os ratos choravam ao saírem dos armários vazios das casas de Santa Bárbara e Santo Espírito, os tempos em que o ensino teve que ser impulsionado pelos que vieram de fora e tinham que educar os seus filhos e os filhos dos seus companheiros de trabalho. Os tempos em que, uns viviam para dentro do "açucareiro" e os outros para lá entrarem tinham que ter um passaporte.
Santa Maria tem um grave problema populacional para resolver. Tem uma classe baixa bem formada mas ignorante e uma classe média mal formada e igualmente ignorante mas que julga ser culta e informada. Tal como nas outras Ilhas tem pseudo elites complexadas e que pensam sempre pequenino. Muito pequenino.

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