Ah! Quase me olvidava de tão importante noticia. Hoje há Choque de Gerações às 21h30m na nossa televisão.
Com o Francisco José Viegas que dispensa apresentações e com a Graça Silveira. Ela é óptima, desasombrada, fresca, alegre e ...
30 de novembro de 2004
Herói ou Vilão
O País está transformado num autêntico lamaçal ( onde foi que eu já li isso). É verdade, isto é um tal fazer Bosta com (M) e pôr água por cima. Depois? Bem. Depois os porcos chafurdam em busca de um a coisa qualquer que lhes alimente as redacções, e de tanto chafurdarem, tudo se torna ainda mais lamacento. Só faltam mesmo umas meninas de fio dental a rebolarem na lama e o Conde de "White Castel" a clamar: Que horror!!! Detesto "zabelas". Não! Não tem nada a ver com a homossexualidade, cada um faz o que quer com aquilo que eu uso para "cagar". Estou me "cagando"(gerundio tipicamente micaelense) de alto e de repuxo para sujar o mais possível. Agora andarem a pavonear-se em atitudes provocatórias e afeminadas? Não, para isso é que não há pachorra. Ou seja eu não me importo com os paneleiros, só não gosta é de "zabelas".
Este ultimo parágrafo foi censurado pelo meu lápis azul. Contudo, para que não me apelidem de anti-democrata, vai ser, na mesma, publicado.
Ia eu dizendo que o país está um lamaçal. É verdade! Só me irrita é que os "bloquistas", os "súcias" e até alguns comunistas disfarçados de social-democratas que abundam no interior do PSD, estejam em êxtase com a atitude que classificam de grande dignidade do tal Dr. Henrique Chaves.
De facto, devo viver num Mundo muito diferente, feito de valores diferentes, de principios diferentes.
Para que não restem dúvidas, eu até nem gosto do estilo de Pedro Santana Lopes, nem vou à bola com o Paulinho das feiras. Já disse isso tanta vez. Por isso, estou muito à vontade para escrever o que aí vem.
O Sr. Chaves não tomou nenhuma atitude de grande dignidade. Não! O Sr. Chaves, foi um "escroque" em todo este processo, o Sr. Chaves é o Vilão desta história e só com muita boa vontade e deshonestidade politica se pode achar aquela atitude digna e transformar o Vilão em Herói.
O Sr. Chaves queixa-se agora de não ter podido ser Vice-primeiro-ministro durante quatro meses. Mas aceitou ser ministro do desporto para se demitir quatro dias depois informando o primeiro-ministro pela comunicação social.
O Sr. Chaves pode até ter razão nas suas queixas acerca do primeiro-ministro. Pois então, tivesse dito isso mesmo antes de tomar posse como ministro do desporto, tivesse informado Pedro Santana Lopes e tivesse dito aos jornalistas que não aceitava o cargo por razão de lealdade e todas aquelas outras que aduziu agora. Mas não, o Sr, Chaves o que vez foi, premeditadamente servir uma vingançazinha fria, próprio de gente mesquinha que obviamente não serve para governar, talvez sirva para fazer uma brilhante carreira de advocacia, mas não serve para servir os interesses do Estado.
O Vilão, feito herói por conveniência, não passará aos anais da história do nosso país, ele próprio confessa que nunca fez o trabalho de vice-primeiro-ministro, assume a sua incompetência. Henrique Chaves será um caso para esquecer muito brevemente.
Será, no entanto, caso para se dizer. "Quem tem amigos destes não precisa de inimigos".
Este ultimo parágrafo foi censurado pelo meu lápis azul. Contudo, para que não me apelidem de anti-democrata, vai ser, na mesma, publicado.
Ia eu dizendo que o país está um lamaçal. É verdade! Só me irrita é que os "bloquistas", os "súcias" e até alguns comunistas disfarçados de social-democratas que abundam no interior do PSD, estejam em êxtase com a atitude que classificam de grande dignidade do tal Dr. Henrique Chaves.
De facto, devo viver num Mundo muito diferente, feito de valores diferentes, de principios diferentes.
Para que não restem dúvidas, eu até nem gosto do estilo de Pedro Santana Lopes, nem vou à bola com o Paulinho das feiras. Já disse isso tanta vez. Por isso, estou muito à vontade para escrever o que aí vem.
O Sr. Chaves não tomou nenhuma atitude de grande dignidade. Não! O Sr. Chaves, foi um "escroque" em todo este processo, o Sr. Chaves é o Vilão desta história e só com muita boa vontade e deshonestidade politica se pode achar aquela atitude digna e transformar o Vilão em Herói.
O Sr. Chaves queixa-se agora de não ter podido ser Vice-primeiro-ministro durante quatro meses. Mas aceitou ser ministro do desporto para se demitir quatro dias depois informando o primeiro-ministro pela comunicação social.
O Sr. Chaves pode até ter razão nas suas queixas acerca do primeiro-ministro. Pois então, tivesse dito isso mesmo antes de tomar posse como ministro do desporto, tivesse informado Pedro Santana Lopes e tivesse dito aos jornalistas que não aceitava o cargo por razão de lealdade e todas aquelas outras que aduziu agora. Mas não, o Sr, Chaves o que vez foi, premeditadamente servir uma vingançazinha fria, próprio de gente mesquinha que obviamente não serve para governar, talvez sirva para fazer uma brilhante carreira de advocacia, mas não serve para servir os interesses do Estado.
O Vilão, feito herói por conveniência, não passará aos anais da história do nosso país, ele próprio confessa que nunca fez o trabalho de vice-primeiro-ministro, assume a sua incompetência. Henrique Chaves será um caso para esquecer muito brevemente.
Será, no entanto, caso para se dizer. "Quem tem amigos destes não precisa de inimigos".
29 de novembro de 2004
Estranha sensação
Eis ao que chegou o nosso País.
Não vejo, contudo, no espectro político português, alternativa. Vejo um Sócrates quase igual a um Santana.
Detesto ter que dar razão àquele senhor que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Mas, desta feita, lá terá que ser, o Homem tem mesmo razão.
Ouço uma esquerda ruidosa e ouço um PS cauteloso. Já não querem antecipadas?
Não vejo, contudo, no espectro político português, alternativa. Vejo um Sócrates quase igual a um Santana.
Detesto ter que dar razão àquele senhor que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Mas, desta feita, lá terá que ser, o Homem tem mesmo razão.
Ouço uma esquerda ruidosa e ouço um PS cauteloso. Já não querem antecipadas?
26 de novembro de 2004
"Restart"
Uma sopa fria
Uma peça de carne da vazia
Passada em demasia
Um gerente mal disposto
Uma letra vencida
Muita estrada pela frente
A secretária cheia de papeis inúteis
Um manga de alpaca competente
Não há direito, um "filha da puta" destes com razão!
Um fiscal das finanças incompetente
Um cônsul geral de Portugal que não sabe o que está a fazer
Três engenheiros gabarolas
Um advogado comilão
Dez minutos para tomar um café
E eu todo o dia a tentar safar-me deste enredo.
Olhe! Por favor! Pare a porra da camioneta que eu quero sair!
Já!
Não! Eu não quero sair da camioneta!
Eu quero é sair deste país! Onde cada vez mais se fala em desburocratizar e onde é cada vez mais difícil fazer seja o que for.
Parem! Parem o País do Paulinho das feiras e do Santana das "Lady's night".
Parem! Parem as máquinas por favor.
Ou então, façam "restart".
Uma peça de carne da vazia
Passada em demasia
Um gerente mal disposto
Uma letra vencida
Muita estrada pela frente
A secretária cheia de papeis inúteis
Um manga de alpaca competente
Não há direito, um "filha da puta" destes com razão!
Um fiscal das finanças incompetente
Um cônsul geral de Portugal que não sabe o que está a fazer
Três engenheiros gabarolas
Um advogado comilão
Dez minutos para tomar um café
E eu todo o dia a tentar safar-me deste enredo.
Olhe! Por favor! Pare a porra da camioneta que eu quero sair!
Já!
Não! Eu não quero sair da camioneta!
Eu quero é sair deste país! Onde cada vez mais se fala em desburocratizar e onde é cada vez mais difícil fazer seja o que for.
Parem! Parem o País do Paulinho das feiras e do Santana das "Lady's night".
Parem! Parem as máquinas por favor.
Ou então, façam "restart".
25 de novembro de 2004
Sentidos Ocultos
Que belas sensações tomaram conta do meu ser ao visitar estes Sentidos Ocultos. Depois venham os velhos do Restelo dizer que não é na blogosfera que melhor se pensa e escreve em português no momento. Esta menina devia ir ao Choque de Gerações. Não sei ela quem é. Descobri-a por um feliz acaso quando andava à procura de blogues feitos por residentes nos Açores. Foi uma agradável surpresa. Já agora ficam a saber que descobri mais uns 6 ou 7 no activo em várias Ilhas, vou fazer uma noitada a actualizar os links. Alguns deles, como é o caso em apreço, merecem especial destaque. Muitos dos textos de prosa e poesia desta Senhora terão lugar no Corsário das Ilhas e no novíssimo Blogue do Pedro de Mendoza
O Golpe
Estava previsto, programado. Os militares de esquerda conseguem sublevar, os Pára-quedistas, policia militar, Ralis o COPCON e alguns civis armados.
Estava tudo preparado para consolidar definitivamente uma ditadura de esquerda em Portugal.
Contudo, os militares do chamado "Grupo dos Nove" de onde se destacava Melo Antunes, tinham já preparada uma manobra de contenção, visando a instalação de uma nova ordem que permitisse prosseguir com a descolonizarão e administrar calmamente as conquistas de Abril de 1974.
A 25 de Novembro de manhã fazem hoje 29 anos, Costa Gomes não sabia ainda de que lado estava, se com a esquerda radical se com o grupo dos nove. Para Costa Gomes, o grupo carecia de um inequívoco apoio popular. Mas também não se opôs ao grupo, tomou o lugar do chefe equidistante, do árbitro. A partir das quatro da tarde Costa Gomes decidiu pôr-se do lado do Grupo dos Nove. O Partido Comunista havia retirado o apoio à sublevação.
E assim se cumpriu o grande ideal de Abril. A verdadeira conquista da Liberdade deu-se a 25 de Novembro de 1975 e não a 25 de Abril de 1974.
PS: Há dias ocorreu em Lisboa uma singela homenagem a Ernesto Melo Antunes, uma dos mais influentes do chamado "Grupo dos Nove" e um dos mais brilhantes políticos portugueses a quem a Pátria/Nação não tratou convenientemente
Estava tudo preparado para consolidar definitivamente uma ditadura de esquerda em Portugal.
Contudo, os militares do chamado "Grupo dos Nove" de onde se destacava Melo Antunes, tinham já preparada uma manobra de contenção, visando a instalação de uma nova ordem que permitisse prosseguir com a descolonizarão e administrar calmamente as conquistas de Abril de 1974.
A 25 de Novembro de manhã fazem hoje 29 anos, Costa Gomes não sabia ainda de que lado estava, se com a esquerda radical se com o grupo dos nove. Para Costa Gomes, o grupo carecia de um inequívoco apoio popular. Mas também não se opôs ao grupo, tomou o lugar do chefe equidistante, do árbitro. A partir das quatro da tarde Costa Gomes decidiu pôr-se do lado do Grupo dos Nove. O Partido Comunista havia retirado o apoio à sublevação.
E assim se cumpriu o grande ideal de Abril. A verdadeira conquista da Liberdade deu-se a 25 de Novembro de 1975 e não a 25 de Abril de 1974.
PS: Há dias ocorreu em Lisboa uma singela homenagem a Ernesto Melo Antunes, uma dos mais influentes do chamado "Grupo dos Nove" e um dos mais brilhantes políticos portugueses a quem a Pátria/Nação não tratou convenientemente
24 de novembro de 2004
A palavra e o canto
Anibal Raposo está desde 28 de Outubro na nossa blogosfera. Sê bem-vindo, poeta, musico, escritor, cantor, engenheiro da Açorianidade.
23 de novembro de 2004
O mais badalado
Hoje pelas 21 horas na RTP-Açores, "Choque de Gerações", o programa mais badalado da nova grelha da televisão regional. Bem! Hoje a coisa já está um bocadinho melhor, à semelhança do programa da semana passada, este já foi gravado com os seus protagonistas um pouco mais à vontade.
Ainda bem que o programa é tão falado e que as pessoas se andam a preocupar em fazer criticas construtivas. É sinal de que vale a pena. É sinal de que o programa foi visto e tocou as mais diversas sensibilidades.
Uma das críticas que me fizeram, mais recentemente, é que o programa deveria dedicar mais tempo aos temas regionais. Quase concordava. Contudo, uma das filosofias daquele espaço televisivo é precisamente pôr os Açorianos a debaterem temas Nacionais e Internacionais, os temas regionais, na sua maioria, são debatidos em outros programas da RTP-Açores.
Ainda bem que o programa é tão falado e que as pessoas se andam a preocupar em fazer criticas construtivas. É sinal de que vale a pena. É sinal de que o programa foi visto e tocou as mais diversas sensibilidades.
Uma das críticas que me fizeram, mais recentemente, é que o programa deveria dedicar mais tempo aos temas regionais. Quase concordava. Contudo, uma das filosofias daquele espaço televisivo é precisamente pôr os Açorianos a debaterem temas Nacionais e Internacionais, os temas regionais, na sua maioria, são debatidos em outros programas da RTP-Açores.
22 de novembro de 2004
1 ano de Causa...
Parabéns ao Causa Nossa pela passagem do seu 1º ano de existência. Num país onde cada vez mais o que conta é o ruído e o "panem et circensis",é bom ter a possibilidade de ler, quase diariamente, as reflexões do Professor Vital Moreira e dos seus companheiros de Blogue. Mesmo quando não se concorda totalmente com as ideias ou com a forma, é sempre bom ler bom português. Este é um dos blogues que vem confirmar que "a blogosfera é o sitio onde melhor se escreve e pensa em português no momento".
Bricolage
O fim-de-semana não foi muito farto em "posts". O estado do tempo propiciava uma maior permanência junto ao teclado e ao monitor, aos jornais e à televisão. Contudo, ao contrário do que seria de esperar não me apeteceu. Nem comprei os jornais, nem ouvi os noticiários das Tvs ou das rádios. Fiz um retiro espiritual, duas latas de tinta quatro pincéis, um rolo e muita paciência. O quarto de hóspedes ficou praticamente pronto. Falta o lavar dos cestos. Fui, enfim, pintor de construção civil por dois dias, não ficou nada mau, aos poucos a minha nova casa vai tomando a forma desejada. É tão bom saber fazer qualquer coisinha.
21 de novembro de 2004
Choque de gerações Blogue
O Programa da RTP-Açores que mais tem incomodado a Blogosfera Açoriana tem agora um Blog. Ainda em fase de testes, o Choque de Gerações em formato blogue, pretende divulgar o programa e o seu alinhamento, os seus intervenientes, os temas debatidos, e as suas repercussões.
Não tem espaço para comentários, por enquanto, mas podem sempre mandar um e-mail para choquedegeracoes@rtp.pt que o mesmo será publicado. Já agora desafio os leitores que têm acompanhado o programa a comentarem o mesmo, a fazerem a sua critica e a darem sugestões. O choque de gerações agradece.
Não tem espaço para comentários, por enquanto, mas podem sempre mandar um e-mail para choquedegeracoes@rtp.pt que o mesmo será publicado. Já agora desafio os leitores que têm acompanhado o programa a comentarem o mesmo, a fazerem a sua critica e a darem sugestões. O choque de gerações agradece.
19 de novembro de 2004
inimputável
Acabei de ouvir o Dr. Mário Soares. O Homem está completamente "xéxé". É inacreditável que se possa dizer tanta "bobozeirada" seguida. Não o calem, por favor, não o calem, porque o Homem não tem culpa, está em estado inimputável.
18 de novembro de 2004
Pesca, um sector em discussão
Hoje, no Teatro Micaelense, em directo para todos os Açorianos via RTP-A, vai discutir-se o futuro do sector das pescas na RAA. Com a presença do Sub-secretário das Pescas do Governo dos Açores e do Ministro da Agricultura Florestas e Pescas do Governo da República Portuguesa.
Envolvido neste sector há cerca de 14 anos, fui convidado a estar na plateia e mandar uns palpites. Não me apetece servir de isca numa discussão que vai ser mais um esgrimir de argumentos politiqueiros do que uma procura de soluções. Sou até capaz de adivinhar que a culpa de tudo o que se passa agora é do Ministro que está lá há seis meses e que os últimos governos da Região e da República liderados pelo Partido Socialista nada têm a ver com o assunto. Mais. A culpa disso tudo deverá ser também do Sr. Barroso que ainda nem tomou posse. Por isso, não vou.
Contudo, para o caso de alguém se interessar sobre este assunto, cá ficam alguns desses palpites.
O Sector da pesca e toda a sua fileira, têm sofrido nos últimos anos enormes reveses, desinvestimento e nos casos em que o investimento existiu foi mal direccionado. A frota de pesca Açoriana, não obstante os muitos pregões e milhões inscritos nos sucessivos orçamentos, é ainda uma miragem. Na verdade, modernizar não é construir embarcações novas, e colocar lá dentro os mesmos aparelhos e as mesmas artes de pesca que eram utilizadas no início do século passado. Urge intervir no sector, de forma moderada, criando incentivos mas sem condicionar os investimentos dos armadores e industriais àquilo que os políticos pensam ser o melhor para as empresas. Também neste sector, a demasiada intervenção da região, ao longo dos anos, criou enormes constrangimentos ao crescimento das empresas e o resultado está à vista.
Falta formação profissional e faltam transportes. Este último, um dos busílis que esta Região tem urgência em resolver mas que vai adiando no tempo.
Envolvido neste sector há cerca de 14 anos, fui convidado a estar na plateia e mandar uns palpites. Não me apetece servir de isca numa discussão que vai ser mais um esgrimir de argumentos politiqueiros do que uma procura de soluções. Sou até capaz de adivinhar que a culpa de tudo o que se passa agora é do Ministro que está lá há seis meses e que os últimos governos da Região e da República liderados pelo Partido Socialista nada têm a ver com o assunto. Mais. A culpa disso tudo deverá ser também do Sr. Barroso que ainda nem tomou posse. Por isso, não vou.
Contudo, para o caso de alguém se interessar sobre este assunto, cá ficam alguns desses palpites.
O Sector da pesca e toda a sua fileira, têm sofrido nos últimos anos enormes reveses, desinvestimento e nos casos em que o investimento existiu foi mal direccionado. A frota de pesca Açoriana, não obstante os muitos pregões e milhões inscritos nos sucessivos orçamentos, é ainda uma miragem. Na verdade, modernizar não é construir embarcações novas, e colocar lá dentro os mesmos aparelhos e as mesmas artes de pesca que eram utilizadas no início do século passado. Urge intervir no sector, de forma moderada, criando incentivos mas sem condicionar os investimentos dos armadores e industriais àquilo que os políticos pensam ser o melhor para as empresas. Também neste sector, a demasiada intervenção da região, ao longo dos anos, criou enormes constrangimentos ao crescimento das empresas e o resultado está à vista.
Falta formação profissional e faltam transportes. Este último, um dos busílis que esta Região tem urgência em resolver mas que vai adiando no tempo.

Preconizo, assim:
Um maior apoio à modernização da frota, nomeadamente no que concerne à optimização das artes de pesca, sua substituição e em alguns casão, abolição;
Um maior apoio à modernização da frota, nomeadamente no que concerne à optimização das artes de pesca, sua substituição e em alguns casão, abolição;
Dotar as PMEs, em articulação com a universidade dos Açores, de meios técnicos que lhes permitam efectuar prospecção de novas zonas de pesca e exploração de recursos até agora desaproveitados;
Efectuar prospecção de novos mercados, nacionais e internacionais para os nossos produtos da pesca;
Criar condições, em terra, para que o pescado que se destina à exportação em fresco não perca a sua preciosa qualidade;
Dotar as organizações de produtores dos meios técnicos e financeiros no sentido das mesmas poderem desenvolver a sua função de reguladores do mercado;
Criar um sistema de transporte aéreo inter-ilhas capaz de dar resposta às potencialidades de exportação das Ilhas mais pequenas onde a qualidade consegue atingir níveis de excelência muito interessantes.
Só para rematar. Não tenham medo dos Espanhóis, eles não querem vir para os nossos mares, isso já nem dá para nós quanto mais para eles. Lembro que há duas empresas nos Açores com capital Espanhol, eu represento esse capital, sem qualquer vergonha. Uma das empresas teve que deslocar as embarcações para os países do Magreb porque aqui não existem recursos e compradores para rentabilizar as embarcações.
17 de novembro de 2004
Estou num daqueles dias em que não me apetece escrever. Não há assunto que me mova do sofá para a secretária. Não há questão que me obrigue a deixar a porra da televisão. Vou ler. Vou ler qualquer coisa que me faça aquele click. Vou ler a :Ilhas 15, já comecei pelo artigo do Mário Cabral que, apesar de longo, está excelente e dei uma vista de olhos pelo do João Nuno. Vou andar mais um pouco a ver se me inspiro. A blogosfera de endemismo açórico anda azeda. A comida azeda provoca-me mal-estar.
16 de novembro de 2004
Sai uma dose de lapas SFF
As lapas são um ex-libris da gastronomia Açoriana. Há quem, as coma cruas e vivas e diga que esta é a única maneira de as comer. Eu gosto de lapas grelhadas, de molho Afonso ou de arroz de lapas.
Também gosto de Lapas lidas, principalmente na época do defeso. Lapas é um novo Blogue de Paulo Pacheco
Também gosto de Lapas lidas, principalmente na época do defeso. Lapas é um novo Blogue de Paulo Pacheco
Uma maluquinha profissional
É ela quem diz que é, eu cá não me atrevo a dizer nada. Fica aqui o link para quem quiser visitar o Blogue da Clara.
Política
Sérgio Ávila considera que a Terceira vai sair a lucrar com a sua nomeação para vice-presidência do Governo Regional. Assegura que sai da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo depois de ter cumprido o que prometeu ao eleitorado
E depois eu é que sou o bairrista.
A Terceira fica a ganhar, desde logo porque Sérgio Ávila deixa de ser Presidente da Câmara de Angra.
E depois eu é que sou o bairrista.
A Terceira fica a ganhar, desde logo porque Sérgio Ávila deixa de ser Presidente da Câmara de Angra.
15 de novembro de 2004
Por um dia
Desembarquei de um Corsário na baia de Angra. Saqueei um comerciante da Rua Direita e vendi castanhas na Praça Velha.
Comerciei fazendas na Rua de São João, fui taberneiro na Rua da Palha, rezei missa na Igreja da Conceição.
Fui saltimbanco no adro da Sé, toquei realejo no alto das Covas
Na Rua de São Pedro fui sapateiro
Fui Donatário, Capitão-general, Fui jardineiro dos Côrte-real.
Fui poeta na memória. e pintor no Monte Brasil
Amei uma prostituta no Pátio da Alfândega
Embarquei numa caravela do Gama
Rumo às Índias Orientais
Cheio de esperanças e quimeras
Tive escorbuto sede e fome mas morri só, de saudade.
Comerciei fazendas na Rua de São João, fui taberneiro na Rua da Palha, rezei missa na Igreja da Conceição.
Fui saltimbanco no adro da Sé, toquei realejo no alto das Covas
Na Rua de São Pedro fui sapateiro
Fui Donatário, Capitão-general, Fui jardineiro dos Côrte-real.
Fui poeta na memória. e pintor no Monte Brasil
Amei uma prostituta no Pátio da Alfândega
Embarquei numa caravela do Gama
Rumo às Índias Orientais
Cheio de esperanças e quimeras
Tive escorbuto sede e fome mas morri só, de saudade.
(Para o Dr. Dionísio de Sousa, Filósofo dos Açores)
Um PSD diferente
Segui com especial desatenção o congresso nacional do PSD que decorreu em Barcelos este fim-de-semana. Foi a primeira vez que não estive colado às televisões para seguir os debates internos do PSD. Segui-o pelas rádios, sem entusiasmo, sem novidades. Havia algumas coisas que eu admirava naquele partido, a imprevisibilidade dos seus congressos, a combatividade dos congressistas, os resultados, o sentido de serviço do seu colectivo.
Os congressos do PSD já não são o que eram, tudo se tronou mais previsível, o debate esmoreceu, quem traz ideias novas não é reconhecido, tornou-se um partido de pensamento único. O congresso do PSD deixou de ser um lugar de debate para ser um sitio onde o direcção nacional do PSD vem apresentar a estratégia que já está decidida. As bases dizem, desdizem, andam de roda e mais de roda mas no final, o que interessa é validar a estratégia que já foi decidida nos directórios da São Caetano à Lapa em consonância com o Largo do Caldas.
Uma nota final para a eleição de Vítor Cruz para uma das vice-presidências do PSD, um prémio pelos resultados obtidos há uma mês? Um presságio de que o delfim de Mota Amaral poderá, incompreensivelmente, recandidatar-se á presidência do PSD-Açores, o qual nunca conseguirá liderar? Ou trilhar uma nova carreira política na república? A ver vamos.
Os congressos do PSD já não são o que eram, tudo se tronou mais previsível, o debate esmoreceu, quem traz ideias novas não é reconhecido, tornou-se um partido de pensamento único. O congresso do PSD deixou de ser um lugar de debate para ser um sitio onde o direcção nacional do PSD vem apresentar a estratégia que já está decidida. As bases dizem, desdizem, andam de roda e mais de roda mas no final, o que interessa é validar a estratégia que já foi decidida nos directórios da São Caetano à Lapa em consonância com o Largo do Caldas.
Uma nota final para a eleição de Vítor Cruz para uma das vice-presidências do PSD, um prémio pelos resultados obtidos há uma mês? Um presságio de que o delfim de Mota Amaral poderá, incompreensivelmente, recandidatar-se á presidência do PSD-Açores, o qual nunca conseguirá liderar? Ou trilhar uma nova carreira política na república? A ver vamos.
14 de novembro de 2004
Vou
Sinto, por vezes, necessidade de sair por ai entre o verde das nossas pastagens e o cinzento das nossas ribeiras, sem destino, sem direcção perdido em cogitações e sem saber quem sou, por onde vou, para onde vou e com quem vou. Vou. Simplesmente.
O céu fica azul mesmo que cinzento e o mar estanhado mesmo que revolto e ela linda mesmo que feia. Estou ali eu, sentado numa nesga de relva, seca pelo sol quente do meio-dia, a olhar o horizonte. Olho-o ao centro, à esquerda e à direita e vejo uma imensidão de ideias, conceitos e preconceitos, mais preconceitos do que conceitos. Atavio algumas dessas ideias no meu disco rígido guardo-as e recupero-as numa volúpia estonteante. Não sei quem sou, mas sei quem quero ser.
O céu fica azul mesmo que cinzento e o mar estanhado mesmo que revolto e ela linda mesmo que feia. Estou ali eu, sentado numa nesga de relva, seca pelo sol quente do meio-dia, a olhar o horizonte. Olho-o ao centro, à esquerda e à direita e vejo uma imensidão de ideias, conceitos e preconceitos, mais preconceitos do que conceitos. Atavio algumas dessas ideias no meu disco rígido guardo-as e recupero-as numa volúpia estonteante. Não sei quem sou, mas sei quem quero ser.
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