30 de setembro de 2004

Também tive um Sonho



Depois do Francisco ter publicado no Entramula o sonho Mariense dele, aqui fica o meu sonho/cantinho na Ilha de Gonçalo Velho.

Ainda o Ambiente e as Lagoas

Os comentários ao meu "post" anterior suscitaram-me este texto que por ser um pouco longo publico sob esta forma.
Caro Guilherme
Obrigado por meter retirado da sua lista de culpados.
Acrescento:
Os Micaelenses, são talvez, dos Açorianos, as mãos acomodados, os menos reivindicativos e os que, por terem mais horas dedicadas ao trabalho, mais acções demonstram em vez de palavras. Ao longo dos tempos, São Miguel foi a Ilha quer menos influência sofreu do exterior. Não tivemos Americanos nem Ingleses nem Franceses, nem companhias do Cabo Submarino.
Isso tornou os Micaelenses mais embrutecidos mas também mais auto-suficientes.
Por isso, quando algum micaelense mais influente reclama das autoridades ou até mesmo dos seus pares mais regalias e mais investimento para a Ilha, é tido, nas restantes Ilhas do arquipélago, como um perigoso bairrista e centralista. São problemas culturais que não vamos conseguir ultrapassar enquanto tivermos o sistema de governo e de eleição que temos, sistema este que permite níveis de poder muito diferentes entre as Ilhas.
Por outro lado, enquanto se nomearem pessoas para cargos de grande responsabilidade só pelo facto de viverem aqui ou ali. Enquanto for a lógica da distribuição territorial a definir quem ocupa que cargo, continuaremos no mau caminho. Isto era o que eu esperava se tivesse mudado em 1996, por isso me desiludi tanto com o meu Partido e com o Partido Socialista.
Exemplo:
Vai ser investido mais dinheiro na recuperação do farol dos chapelinhos do que em qualquer das lagoas de São Miguel. Isso não é bairrismo, é uma constatação de facto.
Porque razão o GRA não fez um esforço para classificar a bacia das Sete Cidades património Mundial? Eu respondo: Porque o Senhor Secretário está na Horta e vê o Pico todos os dias mas só vem a São Miguel a congressos, conferências e ao Conselho de Governo. O Sr. Secretário precisa de andar de "jeep" e pé pelas nossas Ilhas todas, para as conhecer. Eu até acho que o nosso Secretário do Ambiente deve ser alguém que conheça muito bem as Nove Ilhas dos Açores, por dentro e por fora, desde o mais bonito dos lugares até ao mais entranhado pardieiro. Nunca uma ave de arribação que encontrou nos açores um oásis onde se instalar com todas as mordomias.
Com a agravante da pessoa em causa ser incompetente e arrogante.

28 de setembro de 2004

Rabo de Peixe

Desci a rua do Porto, ao meu lado, Aquilino Busto, um Asturenho, nado e criado há 60 anos em Cudillero, um "pueblo" pesqueiro perto da Avilez.
Coduzia com muita precaução e Aquilino mirava tudo em redor. Afinal fora ele que me pediu para visitar Rabo de Peixe. Dissera-lhe Manolim um outro de Cudillero que é mestre do seu barco, que por ali havia muitos marinheiros, pescadores e muita vida ligada à pesca. Tentando não atropelar as chinelas do Senhor António que estava sentado á soleira com as ditas meio metro mais à frente. Desviando-me das crianças meias nuas e descalças a correr de um lado para o outro sem olharem para baixo ou para cima, na sua liberdade, pobre, muito pobre, sem esperança. Mas liberdade. Ao final da Rua do Porto um arruamento novo, totalmente novo, mais "ancho", com duas vias totalmente tomadas por um par de Homens e um emaranhado de cabos e fios de nylon. Estavam desembaraçando aparelho tomando a via pública. Os carros desviavam-se por cima de um passeio ainda por pavimentar convenientemente. Aqulino mirava tudo incrédulo. Tudo lhe fazia espanto, os ranchos de rapazes pequenos, descalços, as mulheres de preto forrado e de lenço na cabeça, as raparigas sentadas à soleira quando era hora de estar a preparar o Jantar, as Jovens por todo o lado sentados ou deitados "grunhindo" uma espécie de dialecto do mar.
Falamos com pescadores. Sobre as suas artes de pesca e o modo de vida.
-Esta es una tierra de marineros e pescadores. Se siente in el aire. Aquí hay mucho potencial, pero, Nuno están en la edad de la piedra! - Disse-me Aquilino.
Corei, mas anui. Afinal tinha razão. Até ali tinha traduzido para o Plácido (um pescador de Rabo de Peixe) quase tudo o que Aquilino tinha dito, aquela frase não traduzi literalmente. Mas apeteceu-me. Claro que o meu convidado não falava do Paleolítico mas as suas palavras eram certas.
Saímos dali e fomos até à Ribeira Grande onde a humanidade já terá chegado ao neolítico.
Senti um sonido saído do seu bolso. Era o telemóvel
- Si aurora, estoy aquí con Nuno estuvimos en un pueblo pesquero. Aurora, tienes que venir aquí a ver como vive esta gente. Es increíble. Viven como se vivía en Cudillero en el tiempo de Franco.

27 de setembro de 2004

Na mão de Deus

Estou na janela do escritório, o dia de trabalho foi longo e sem muito tempo para andar pela blogosfera. Dei uma saltada aos do costume. O João, no seu Professorices tem um novo texto sobre Antero. Olhei para traz. Por entre as folhas dos plátanos indiciando a chegada do Outono, vi a matrona estátua de Madre Teresa da Anunciada. Ao lado dela dois bancos de Jardim. Num deles Antero pôs termo à vida.

Na mão de Deus

Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do ideal e da paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança em lôbrega jornada,
Que a mãe leva no colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas mares, areias do deserto?
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus Eternamente!

Antero de Quental

Ai mudam mudam

O líder virtual do Partido (virtual) da Nova Democracia, eclipsou-se. Fez juz a um slogan de campanha por ele utilizado há uns anos.

Ai mudam mudam, a começar por ti, Manel.

26 de setembro de 2004

Está tudo doido

O haloscan até inventa nomes, o blogspot umas vezes deixa postar, outras, nem por isso. Será o princípio do fim dos servidores gratuitos? Será desta que vamos ter que puxar os cordões à bolsa.

Clube Desportivo Santa Clara 0 Desportivo das Aves 2

Clube Desportivo Santa Clara 0 Desportivo das Aves 2
Quatro jogos, quatro derrotas. Até já tenho pena do José Carlos Pacheco.
Nós não precisamos de um treinador e de uma direcção. Precisamos de uma equipa.
Onde estão os senhores politicos que andavam pelo estádio quando o CDSC estava na 1ª divisão?
Bem sei, são politicos do campeonato do Inatel.
Merecemos politicos melhores.

25 de setembro de 2004

Merecemos melhor

José Sócrates foi, como se esperava, o vencedor da eleição directa do Secretário-geral do PS. Mais uma vitória do populismo, do discurso fácil, da imagem de menino de coro sem decoro, de públicas virtudes e privados defeitos. O tal Homem que disse há dias "Tenho uma obra feita. Tive uma presença na comunicação social, na RTP, durante um ano e meio, que foi positiva para o PS." Será o líder da oposição . Será mais um caso para dizer. Merecemos políticos melhores.

Pico da Vara


1105 Metros acima do nível médio das águas do mar, ergue-se a mais alta montanha da Ilha de São Miguel. O Pico da Vara. Habitat natural do Priôlo. Ave de pequenas dimensões que apenas existe na zona do conjunto montanhoso constituindo pela Serra da Tronqueira, entre o pico Bartolomeu, o Pico da Vara e ainda o Planalto dos Graminhais. O mesmo conjunto é também lugar privilegiado para o desenvolvimento de espécies da flora endémica dos Açores, algumas mesmo raras como o Azevinho e a Ginja do mato.
Daqui a pouco vamos tentar a subida ao Pico da Vara, se o tempo ajudar.

24 de setembro de 2004

Aos meus espaços

O meu Blog é o meu mais recente espaço. É verdade, este começou por ser um espaço só meu. Além de mim, que aqui postava o que de mais recente ocorria aos meus pensamentos, pouco mais de meia dúzia de pessoas, mais chegadas, vinham aqui.
Depois alguém se encarregou de o divulgar e perdi o controlo dos meus visitantes.
Um dos marcos mais importantes do meu blog foi quando decidi colocar o espaço para comentários. Não me lembro quando foi. Mas sei que nesse dia o meu blog passou a ser uma espécie de fórum. Uns dias mais outros dias menos.
O meu blog é um dos meus espaços. Um daqueles que não me importo de partilhar com toda a gente.
Há dias, postei uma fotografia da minha secretária da casa das Furnas com a minha velha Royal e o meu último PC portátil. O Ezequiel, que é amigo de longa data, achou que eu precisava de um carpinteiro, que precisava de mais espaço.
Caro Ezequiel. Aqui o blogger baratinha também sabe cortar umas tábuas e pregar uns pregos. Provas? Queres provas? Ora toma!

Este é o espaço do blogger. Onde ele escreve, lê um artigo na Nature, um livro de Saramago ou os sonetos de Antero. O blogger também vê televisão e até vê novelas da TVI. Imagina.
Estas prateleiras, estantes e estas secretárias que vês, foi o blogger Baratinha que as fez. O blogger Baratinha a única coisa que não sabe fazer é aquela que mais gosta. Escrever. De uma coisa podem ter a certeza, vou escrever tanto, tanto que um dia saberei fazê-lo. Nesse dia mostro tudo. Tudo o que escrevi em segredo na esperança de estar bem escrito. Aqui no meu cantinho, rodeado das minhas recordações, dos meus sonhos, dos meus livros.

Fundo da demagogia

Fundo de Coesão garantirá crescimento harmonioso dos Açores
Garantir mais investimento público para as ilhas mais pequenas é a pretensão de Carlos César ao anunciar a criação de um Fundo de Coesão.

Esta é a mais nova criação demagógica do Presidente do Governo Regional dos Açores em campanha eleitoral. Um fundo de coesão para garantir o "desenvolvimento harmonioso da Região". Em, primeiro lugar, este conceito, já roçado, gasto, roto mesmo, lançado nos Açores nos tempos áureos da governação Amaralista, não só não fazia sentido no tempo como ainda mais deixou de fazer sentido hoje. Não será o próprio orçamento regional uma espécie de fundo de coesão? Não será o sistema eleitoral uma espécie de garante deste fundo de coesão?
Atenção! Atenção eleitores das Ilhas maiores, estes Senhores querem levar o dinheirinho todo para as Ilhas mais pequenas, onde o mercado não é capaz de gerar investimento privado. Atenção Senhores eleitores de São Miguel e Terceira, preparem-se para quatro anos de mais miséria, sem estradas, sem portos, sem reparações de grande vulto. Este Governo prepara-se para, se ganhar as eleições, abandonar São Miguel e a Terceira.
As nossas Ilhas são como um comboio, têm uma locomotiva e mais oito carruagens, umas mais leves do que outras, umas mais modernas do que outras. Se insistirmos nesta idiotice de investir predominantemente nas carruagens, elas vão ficando cada vez mais luxuosas, mais pesadas e vamos indirectamente enfraquecendo a locomotiva. Isto é o que tem sido feito nos últimos 30 anos e não fora a iniciativa privada, em São Miguel, mercê do mercado existente, a fazer qualquer coisa de novo e estaríamos quase no ponto em que estávamos nos primeiros anos da década de 90 do século passado. Era bom saber, talvez o André B. e o Guilherme Marinho possam ajudar, qual o investimento público, per capita efectuado em cada Ilhas dos Açores nos últimos anos. Era bom saber, a evolução do PIB per capita em cada uma das Ilhas onde este investimento foi mais elevado, para concluirmos finalmente onde e quando se deve investir. Eu suspeito que sei a resposta mas como não tenho a certeza não me adianto.

23 de setembro de 2004

Momentos culturais

O maior pasquim da aldeia escreve na primeira página que Lá Féria é o único encenador que não recebe subsídios do governo. Em bom "açorianês" dir-se-ia "tai asno". Mesmo por detrás da fotografia da primeira página está um logo tipo do GRA, como principal patrocinador do espectáculo que Lá Féria vai levar à cena este fim-de-semana em Ponta Delgada.

Esta diarreia de programas semanais no Teatro Micaelense, pagos por nós todos, pelos nossos impostos é uma autêntica pouca-vergonha. Não que não merecêssemos um Teatro recuperado e espectáculos todas as semanas. Não. O que merecíamos era que os nossos políticos tivessem vergonha na cara e que fizessem coisas dessas durante todo o ano e não apenas em vésperas de eleições. Não sei quanto custará o musical Amália no teatro Micaelense e quanto custaram os outros dois espectáculos. Por acaso até gostava de saber quanto vai custar o cartaz dos últimos dias. Só por curiosidade e para avaliar em quanto os meus impostos estão a contribuir para a promoção da imagem da Secretaria da Economia e do Governo Regional dos Açores.
Não ponho em causa as obras de recuperação do Teatro Micaelense, nem ponho em causa a competência das pessoas ligadas à Sociedade Anónima que irá gerir aquele espaço.
O que me preocupa neste processo do Teatro Micaelense é que, a megalomania de alguns políticos, aliada à passividade de uma elite que prefere ficar calada desde que se faça qualquer coisa que lhes sirva as manias, teve como resultado um imóvel e uma empresa da área da cultura e do turismo que, só para fazer face às despesas correntes terá que gerar uma receita quinhentos mil euros. Não tardará, as paredes começarão a ficar velhas, as cadeiras roçadas, os corredores esfolados, as lâmpadas fundidas, as portas inchadas, e tudo isso é necessário reparar. Muito subsidio vai ter que existir!
Tanto dinheiro concentrado na mesma mão não levará mais cultura a mais Açorianos. Ao invés, este dinheiro distribuído por muitos dos pequenos agentes culturais e empresários da cultura espalhados pela Região, dariam para que, houve todas as semanas, em todos os concelhos, um momento de cultura.
Receber subsídios é o "modus vivendi" dos Portugueses, directa ou indirectamente. Somos "subsídiodependentes". Para se receber subsídios, não é necessário candidatar-se e fazê-lo directamente. Muitos de nós recebemos subsídios sem darmos conta disso e ainda somos mal-agradecidos.
Os Açorianos que viajam na Sata, na Açorline, compram gasolina ou gasóleo, são subsidiados. Os Açorianos que vão ao Teatro, são subsidiados. Todos estes subsídios são, porém, pagos por nós, pelos nossos impostos.

22 de setembro de 2004

Ainda o sistema eleitoral para a RAA

Dando seguimento à discussão ontem lançada aqui, recebi do Manuel Moniz, a proposta de alteração do Sistema Eleitoral para os Açores, apresentada pelo MPT a quando da apresentação da lista de candidatos por São Miguel. Embora não esteja totalmente de acordo com a mesma, ela aproxima-se de níveis de equidade e representatividade muito interessantes, sem recorrer ao aumento do número de deputados (nasce um novo fantasma) mas diminuindo o nº de deputados das Ilhas mais pequenas em favor das duas maiores (morre um fantasma).

Na Minha modesta opinião, a proposta elabora num erro de base que, certamente, aquele Movimento pretenderia ver corrigido em sede de revisão constitucional.

Vejamos. Não é possível, constitucionalmente, a existência de círculos uninominais, logo a Ilha do Corvo tem que ter pelo menos dois deputados. Alem disso, o Pico com três concelhos, três círculos, teria que ter 6 deputados, as Flores e São Jorge com 2 concelhos, logo dois círculos teriam que ter 4 deputados.

A redução do número de deputados a eleger nas ilhas mais pequenas, passado de 3 para dois o número de deputados a eleger, reduz significativamente a possibilidade das forças mais pequenas, (muitas vezes as ideologicamente mais bem definidas e que não pertencem a este grande centrão em que se transformaram os partidos do arco do poder) de elegerem representantes.

A aplicação do método de Hont, provoca a criação de bolsas de votos sobrantes de significativo montante. Só a título de exemplo, no sistema actual, ficam por utilizar, em São Miguel; cerca de 3000 votos úteis, o que é suficiente para eleger 3 deputados em Santa Maria ou na Graciosa. Dai que eu defenda ou o aumento do número de deputados por São Miguel e Terceira ou a criação de um 10º círculo eleitoral Regional que aproveitaria todos os votos sobrantes de todos os círculos.
Bem sei que o aumento do número de deputados parece uma aleivosia, quando se discute tanto o custo do Parlamento e das subvenções dos deputados. Reduzam-se os custos com tanto disparate que se faz e aumente-se a representatividade do Povo no sistema democrático. Nada há de mais justo do que isso.

No que concerne à eleição directa do Presidente do Governo, nada tenho a opor. Contudo, sou um parlamentarista puro e como tal tudo o que seja retirar poderes aos parlamentos cria-me alguns anticorpos. Porém, admito, que o sentido natural dos acontecimentos vai pela eleição directa do Presidente do GRA.

Proposta do MPT (parte)

"O MPT - PARTIDO DA TERRA propõe um sistema de círculos mistos de ilha e concelho, e uma dupla votação para o Governo e para a Assembleia Regional, em que os candidatos deverão ser eleitos individualmente, não sendo obrigatória a candidatura por partidos.
Deverá votar-se para o Presidente do Governo e para os Deputados individualmente"...

..."A base de cálculo para o número de deputados ao nível do arquipélago deverá ser ligeiramente alterada, reflectindo a população existente em cada ilha, embora salvaguardando o peso das diversas unidades territoriais, tão fundamentais para a unidade açoriana.
É proposto o seguinte quadro de deputados:

No interior das ilhas que têm mais de um concelho, o número de deputados deverá ser dividido por cada concelho, de acordo com o respectivo peso populacional. No caso de S. Miguel, propõe-se que Ponta Delgada tenha 12 deputados, a Ribeira Grande 6, Lagoa 3, Vila Franca do Campo 2, Povoação 1 e Nordeste 1.
Os deputados eleitos por cada concelho deverão constituir um elo de articulação entre: os seus concelhos e a Região; entre as autarquias, o Governo e a Assembleia Regional; e entre os diversos órgãos de poder e a sociedade civil. Para o conseguir, deverá ser aberta uma delegação da Assembleia Regional em cada concelho, onde os deputados deverão trabalhar, receber a população e interagir com as diversas forças vivas, participando assim activamente no desenvolvimento local.
Para além do seu papel ao nível concelhio, os deputados deverão funcionar no âmbito das estratégias desenvolvimento globais de cada ilha, assim como ao nível das estratégias de âmbito regional."

21 de setembro de 2004

"Ditadura" da minoria

Com cerca de 100 mil eleitores, 53 por cento dos inscritos nos Açores, a ilha de São Miguel vai eleger nas regionais de 17 de Outubro apenas 19 dos 52 deputados da Assembleia Regional
Um sistema eleitoral mal concebido e mal organizado, sem ter em conta o valor dos votos de todos os Açorianos, sobre o qual, todos os partidos anunciam projectos de alteração, mas ninguém quer mexer. Permite uma das maiores injustiças da eleição dos mais altos representantes do Povo no poder político.
O sistema eleitoral, para a eleição de deputados à Assembleia Legislativa Regional dos Açores, só pode ser mais justo, aumentando o número de deputados, mas como isso é um discurso pouco eleitoralista, e que aumenta a probabilidade de eleição de deputados dos partidos com menor expressão eleitoral, ninguém o quer fazer.
Ora, aumentar a representatividade e o leque ideológico é o que de melhor poderia acontecer a um parlamento em crise de identidade e de confiança dos cidadãos. Assisti no actual sistema é fazer mais do mesmo. Logo os resultados são mais do mesmo.

20 de setembro de 2004

Hoje há um ano

A Ana deu início a este Indispensável Blog. Com a participação do indispensável do Pai, tornaram-se os dois Indispensáveis de visitar diariamente.
Votos de muitos e bons anos de indispensáveis textos.

18 de setembro de 2004

Saudosismos

O Sábado não foi de grande produção para o Blog. Depois de estar 3 dias longe da família, foi com elas que passei o dia de hoje. Como é bom, sem previsões, sem programa preparado, acabei nas Furnas. Não dormíamos aqui há dois anos. Parece que foi ontem. Revi a minha velha Royal, a primeira máquina de escrever que tive, portátil, com uma caixa de madeira forrada a um tecido preto, a caixa, linda, o caruncho comeu, resta-me aquela que foi a minha companheira de muitos anos. Deu-ma o meu Avô Barata, na altura disse-me, trata bem desta máquina, olha que tem mais de quarenta anos de África e vinte de Açores. Hoje não faço uso dela, prefiro o Toshiba Satellite com ligação GPRS, ADSL, Analógica, o que quiserem, mas sempre com uma ligação esteja eu onde estiver.

17 de setembro de 2004

"Pliteca à reginal"

CC: Queixinhas, queixinhas, ena ena!!...
VC: Quem diz é que é cala a boca jacaré!!!
CC: ..e quem repete mais é......
VC: Hellooooooooo!
CC: Tu és mesmo dahhhhhhhhhh!

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