28 de janeiro de 2010

Só agora reparei...

...que há uma semana que não escrevo um único post. Entretanto foi aprovado um orçamento de estado e saiu mais um artigo sobre o acordão do tribunal do tribunal de Ponta Delgada, confirmado pela Relação de Lisboa, que confirma as ligações de Ricardo Rodrigues “a um gang internacional”. Por cá, a imprensa, rádio e televisão, continuam cegas, surdas e mudas sobre esse assunto.

22 de janeiro de 2010

Um centenário de quê?

Um escelente texto do meu amigo Carlos Andrade Botelho no seu A luta dos neurónios. Um texto para ler e medidar antes de irmos prestar uma singela homenagem (Direita uni-vos, a democracia não é propriedade da esquerda e muito menos o é Melo Antunes) ao Sonhador Pragmático, logo mais à noite e enquanto ouvimos, descontraidamente e sugestão musical do Miguel Soares de Albergaria.

República Portuguesa
Antes de mais gostava de afirmar que nunca pensei em ser defensor da monarquia.
Vamos comemorar o primeiro centenário da República Portuguesa. Não queria estar na pele dos políticos que têm que fazer discursos sobre o assunto.
A verdade é que não há muito para comemorar.
A República Portuguesa foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Daí até 1926 decorre o período a que se chama normalmente a 1ª República. Foi um período tumultuoso da vida portuguesa, com a primeira guerra pelo meio, em que a marca foi o empobrecimento e a insegurança. Período, portanto triste.
A seguir o exército tomou o poder em 1926 e em 1928 Salazar foi nomeado Ministro das Finanças. Logo em 1932 foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Até 25 de Abril de 1974 segue-se um período de forte limitação da liberdade e de ruralização da mentalidade portuguesa. Será que é este período que querem comemorar?
Depois vem com o 25 de Abril o período revolucionário em curso com a descolonização e uma forte perturbação da vida dos portugueses. É um período em que tudo é posto em causa. Também não é altura que se possa comemorar.
Em 1977 temos o primeiro Governo com uma orientação política europeia e começa o aperto do cinto, como normalmete é denominada pelos portugueses a política de controlo das finanças do Estado.
Daí até agora temos vivido uma democracia frágil que ainda não conseguiu garantir uma justiça forte, independente e credível, uma estabilização do ensino e uma economia suficientemente geradora de riqueza para viver-mos sem uma permanente ameaça dos credores.
Esta República tem muito para dar e temos todos de trabalhar para isso, mas até agora não há muito para festejar. Vamos por isso assistir a discursos inflamados sobre virtudes imaginadas e irreais. A não ser que alguém tenha o arrojo de fazer uma análise rigorosa e culta e de mostrar os caminhos para percorrer num futuro que nos leve a ter razões para comemorar o 2ª Centenário da República.

21 de janeiro de 2010

Um poema para dia de amigos.

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ….
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de
lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinícius de Moraes)

20 de janeiro de 2010

Álamo "Batanete" de Menezes 2

(...)a maior intervenção que jamais se fez nos Açores. E também a mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago. Palávras de Álamo de Menezes relativamente à intervenção que o Governo dos Açores está a fazer na Lagoa das Furnas. Tamanha ignorância, meu Deus. Alguém pode fazer-me o favor (já perdi a pahorra) de explicar ao Sr. Professor que os Açores não começaram em 1996.
Na verdade, o plano de florestação dos Distritos de Ponta Delgada, Angra do heroísmo e Horta, permitiram, a plantação de 1 milhão de hectares de floresta para fins comerciais e cerca de 400.000 hectares de perímetro florestal . No final dos anos 80 (os Serviços Florestais passaram, definitivamente para a Região apenas em 1980) do século XX, a Região adquiriu a privados, por negociação, cerca de 170hectares de pastagens para transformar em Matas Regionais, em Água Retorta, Faial-da-Terra (Labaçal), Povoação e Mata dos Bispos.
A ignorância é, de facto, muito atrevida.
Mas se não quizermos regressar ao passado, basta lembar ao Secretário do Ambiente, o atentado ambiental que é a construção das estradas para o Nordeste e para a Vila Franca em regime de Scut. Esta sim, é a maior intervenção que jamais se fez nos Açores. E também a mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago, e com efeitos, nefastos e irreversíveis.

Cheira a 4 milhões perdidos e a peixe podre.

Depois da Santa Catarina, da Verdegolf SA e da SINAGA, a Governo Regional prepara-se para entrar no capital social de mais uma ou duas empresas.
Não nos esqueçamos, vale sempre a pena recordar, o grande negócio que foi a compra e reprivatização da COFACO-Açores, sem lucros nem prejuízos. Pois, na verdade, compraram por um milhão e venderam por um milhão. Acontece que compraram por um milhão de contos e venderam por um milhão de euros.
Entretanto a ANA SA, continua a demonstrar uma enorme incompetência na gestão do património do Estado a seu cargo nos Açores.

19 de janeiro de 2010

Açúcar Amargo.

A SINAGA é mais uma das empresas na mira do Governo regional dos Açores e a necessitar de intervenção. Mais uma vez é o contribuinte que vai pagar, não apenas pelos erros das administrações da SINAGA mas também pela incompetência dos políticos.
Os políticos do poder, entre PSD e PS, foram os principais responsáveis, por incompetência, manifesta falta de empenho e desleixo, pela situação em que a SINAGA se encontra. Na verdade, o problema da SINAGA é tão somente o de falta de autorização para importar e laborar ramas importadas, assunto esse que foi descurado pela Região.
Acresce o facto da Região ter conseguido um amplo subsidio comunitário para aos agricultores produtores de beterraba (o maior subsidio atribuído pela EU, salvo erro são 1100€ por ha ) mas não ter capacidade de o pagar a tempo e horas para que os agricultores possam sentir-se motivados a produzirem beterraba para abastecer a SINAGA.
Não faz falta intervir na economia e nas empresas, faz falta deixar trabalhar e essa é a base do liberalismo económico ao contrário do que afirma os seus detractores.
A falência de muitas empresas e o estado de letargia em que se encontram outras, ao contrário da VERDEGOLF SA, não deriva da incompetência dos seus gestores nem de contingências de mercado, deriva da intervenção e do excesso de regulação que tira da boiça dos capazes para meter na boca dos incapazes e amigalhaços.

18 de janeiro de 2010

Vamos pagar a Verdegolf mais uma vez?

O Governo regional vai entrar, mais uma vez, no capital social de algumas empresas com o intuito de as salvar. É invocado o interesse estratégico regional das mesmas. É nomeada, na notícia, a Verdegolf SA como exemplo. Não duvido que esta seja uma das empresas a ser readquirida pelo Governo regional. Resta saber o que é que o Governo vai pagar desta vez e o que vai fazer com os incompetentes que a administram há anos e com os que põem e dispõem do erário público sem pejo algum.
Os sucessivos governos do PS, desde que tomaram conta da Verdegolf, só lá fizeram disparates em cima de disparates (mais uma vez a mão desse desaparecido que dá pelo nome de Duarte Ponte que nem teve coragem para assumir o lugar para que foi eleito). É hora de agir com firmeza e por toda a malandragem mal formada que por lá anda a engordar há anos, no seu devido lugarzinho, ou seja, em casa.
Vasco Cordeiro tem, agora, a última oportunidade (antes de 2012) de mostrar o que vale e o peso que tem dentro do PS e do Governo.

15 de janeiro de 2010

O blogger, hoje no Estação de Serviço

Estação De Serviço Concorda com os voos Low cost para os Açores?

Neste início 2010, volta a falar-se de voos Low Cost para os Açores, a propósito da abertura de uma petição na Internet. Neste momento, a petição já reuniu quase 10 mil assinaturas. Os promotores da iniciativa queixam-se do elevado preço das passagens da SATA e da TAP e quer...em ver outras companhias a voar para o Açores. O governo continua a defender o actual modelo de serviço público.

Desde outubro de 2007 que o Funchal tem ligações "low cost". Devem os Açores seguir o exemplo da Madeira?

No Estação de Serviço de hoje, queremos saber se concorda os voos Low Cost para a Região. O que podem ganham os Açores com esta abertura? Quais as vantagens para o turismo na Região?



No dia em que o Estação de Serviço completa três anos, o jornalista João Simas convida Nuno Barata para abordar estas e outras questões relacionadas com a abertura dos aeroportos regionais às companhias aéreas de baixo custo e com as acessibilidades ao arquipélago.



Como sempre, contamos com a sua opinião, que pode expressar ligando o 296 202 767, através do endereço electrónico http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/estacaodeservico/?k=Concorda-com-os-voos-Low-cost-para-os-Acores.rtp&post=19701 ou na rede social Facebook . O programa começa às 18 horas e 45 minutos.

12 de janeiro de 2010

Business as usual

FLAD: business as usual
Leio que o governo português tem um novo nome para a FLAD: uma antiga ministra do governo de Sócrates, alegadamente (mais) um produto típico da qualidade política dos últimos anos.

Resta lembrar que a FLAD apenas existe por causa dos Açores e mais uma vez o povo açoriano é ultrapassado numa decisão política humilhante e insultuosa.

Defendi no lugar próprio que a FLAD teria de ter sede nos Açores, uma administração/gestão nomeada pelo governo regional dos Açores e apenas apoiar projectos açorianos.

Vi, recordo, abertura e compreensão por parte dos EUA, resistência do bloco central de Lisboa que controla a FLAD (natural, pois são milhões em jogo) e uma patética oposição do governo regional que prefere que seja o bloco central de Cascais-Lisboa (o antigo ministro Gama aqui dá cartas) a decidir o que fazer com o património dos açorianos. Enfim, "business as usual"...
António João Correia, no seu resistente Resistir.

A nação Açores no Brasil.



A maioria dos leitores deste blogue é portuguesa. No último ano foram cerca de 70 mil. Seria de esperar que em segundo lugar se encontrassem os leitores das comunidades tradicionais de emigrantes, Estados Unidos e Canadá. Contudo, não é isso que acontece, logo a seguir a Portugal que segue destacado, vem um pelotão comandado pelo Brasil com cerca de 6000 visitas o que não chega a representar 10% dos portuguesas seguido dos Estados Unidos com cerca de 2 mil (menos de 50% dos Brasileiros) e o Canadá com pouco mais de mil, (cerca de 50% dos estadunidenses, acordo ortográfico oblige) .
Se atentarmos ao facto de que a grande maioria dos visitantes brasileiros é proveniente dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, podemos, sem qualquer abuso cientifico, excluir a possibilidade de se tratarem de visitas acidentais (que as há) e reforçar a tese de que se trata, efectivamente de uma comunidade interessada nas noticias e opiniões que se publicam na sua região (pátria) de origem.
Cada vez mais se reforça a ideia de Nação Açores, de Santa Maria até ao Havai, do Corvo a Porto Alegre. Onde existe um Açoriano de primeira ou segunda geração, está a Nação Açores. Uma nação sem Estado mas com um povo, uma cultura e com tradições que foram passando de forma inequívoca para as gerações nascidas no Novo Mundo e que aí foram mantidas com tanto ou mais afinco do que o são no seu território de origem.
Não sou um fervoroso defensor das nossas tradições etnográficas, é sabido. Porém, quando visito os meus amigos na Nova Inglaterra ou falo com outros que estão no Brasil e vejo e sinto a sua paixão e a maneira como se orgulham de ser Açorianos, não posso deixar de pensar que essa Nação, dispersa pelo Mundo, merece que nos dediquemos mais a manter vivas as nossas raízes e a nossa cultura, sem deixar, porém, de ter os binóculos assentes no nariz para observar e adquirir novos conceitos e novos paradigmas.

11 de janeiro de 2010

Das possibilidades do liberalismo.

Para os politólogos e aprendizes de. Para os estudiosos e amantes da filosofia social e política e demais filósofos, são imperdíveis os últimos posts que o Miguel Soares de Albergaria dedica às possibilidades do Liberalismo no Brasil e em Portugal, a seguir no já indispensável O nó do problema ocidental.

Pacto para a "bovinização" definitiva.

Muito há para dizer sobre essa coisa esdrúxula a que chamam acordo parlamentar de legislatura entre PS e PSD para a estabilidade orçamental.
Haverá alguma coisa mais anti-democrática do que um pacto de regime entre dois lideres que impõem disciplina de voto aos supostos representantes do Povo fazendo deles ainda mais carneiros do que são?
Duvido. Infelizmente não tenho muito tempo para desenvolver este tema, mas conto fazê-lo logo que esteja um pouco mais liberto.

Resolvido

O Haloscan, servidor de comentários do Fôguetabraze, alterou as suas regras de funcionamento. Por isso, o sistema esteve em baixo durante todo o fim-de-semana. O assunto mestá resolvido mas vai custar cerca de 10 USD por ano, infelizmente.

8 de janeiro de 2010

Depois das questões fracturantes, o país real.

Agora que se resolveram as “paneleirices”, o que é que vão inventar para não discutirmos o país, a falta de liquidez dos bancos e fecho de empresas, o aumento do IVA no próximo trimestre e o fecho de empresas, o aumento dos combustíveis ontem e o fecho de mais empresas, o aumento do ordenado mínimo e o fecho de empresas, a avidez do fisco e o fecho de mais empresas, o aumento da despesa indirecta sobre o sector produtivo (licenças, coimas e requerimentos) E O FECHO DE AINDA MAIS EMPRESAS, enfim um sem número de coisas que precisam solução e que vão muito para além das “paneleirices”.

7 de janeiro de 2010

Eu sou homofóbico...

.... mas quero é que os gaijos se fodam, literalmente.

Triste sina.


Desde a 1ª República, passando pelo Estado Novo e até aos mais recentes dias, Portugal é um país governado por pacóvios provincianos, idolatrados por outros tantos iguais que prezam tanto o valor da liberdade como as minhas vacas prezam o pasto que as alimenta cangando-lhe em cima.

4 de janeiro de 2010

De regresso.

Cais pescas
Este blogue e o seu blogger estiveram de férias em terras do Tio Sam, algures no mar das Caraibas e perdido no Atlântico. O blogger não esteve totalmente ausente, não é capaz. Contudo o blogue não foi, propositadamente, actualizado. Foi uma espécie de sabática, um período de auto-suspensão na tentativa de perceber se valia a pena continuar ou fazer um post final a 31 de Dezembro de 2009.
Decidi, por fim, continuar a dar corpo a este espaço livre de pensamentos e ilusões. Muito haverá para dizer do discurso do pau-de-canela e seria agradável fazer um apanhado dos principais acontecimentos políticos desta 1º década do século XXI. Por hora, porém, vou ficar-me por um simples desabafo que fiz , ontem à noite, no facebook. Quanto mais visito e quanto mais conheço deste país (EUA), desta gente, ou melhor, destas gentes, mais me convenço de que só os ignorantes, os estupidos e os pobres de espírito podem alimentar sentimentos anti-americanistas. Viva a liberdade e a desregulação, com crash ou sem crash, com walfare ou sem walfare, God save the USA, and take a look on me.

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